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Prefeito do Rio diz ter pena e desprezo de nadadores dos EUA e aceita desculpas

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EDUARDO PAES
Rio de Janeiro's Mayor Eduardo Paes attends an interview with Reuters, in Rio de Janeiro, Brazil August 4, 2015. REUTERS/Ricardo Moraes | Ricardo Moraes / Reuters
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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou nesta sexta-feira (19) que tem pena e desprezo pelos nadadores norte-americanos que inventaram um suposto assalto na cidade, no último fim de semana, gerando uma grande repercussão internacional durante os Jogos Olímpicos.

A história mostra um desvio de caráter dos nadadores, disse o prefeito, acrescentando que eles não representam dignamente o espírito da vencedora delegação norte-americana, que lidera com folga o quadro de medalhas dos Jogos Rio 2016.

“Meu único sentimento em relação a eles é de pena, desprezo e que pena que tenham falhas de caráter ...certamente não representam os atletas que vieram aqui.“

“Ficamos orgulhosos dos Estados Unidos aqui, o show dado, inclusive pelo Phelps que virou um ídolo brasileiro. Para todos nós foi uma honra ter um país campeão dos campeões, um campeão de medalhas… e sempre alguém pode destoar”, completou.

O Comitê Olímpico norte americano apresentou um pedido formal de desculpas, que foi aceito pela cidade do Rio.

“Todos nós temos que aceitar as desculpas do Comitê Olímpico dos EUA e foi um gesto de muita correção deles…não precisa que atleta nenhum peça. O que foi feito foi mais que o suficiente”, afirmou Paes.

Nesta sexta-feira, o nadador Ryan Lochte, um dos quatro envolvidos no incidente, pediu desculpas após ser acusado pela polícia brasileira de inventar uma história sobre um roubo à mão armada para encobrir um incidente em um posto de gasolina.

"Deveria ter sido muito mais responsável em como me comportei, e por isto peço desculpas aos meus colegas de equipe", disse ele em publicação nas redes sociais.

Lochte, ao lado dos companheiros de equipe Gunnar Bentz, Jack Conger e Jimmy Feigen, foram considerados autores de uma história sobre terem sido roubados por homens armados que fingiram ser policiais.

Lochte, Bentz e Conger voltaram aos Estados Unidos, enquanto Feigen ainda está o Brasil. Feigen irá pagar R$ 35 mil para uma instituição de caridade brasileira, informou a polícia.

Para o prefeito do Rio, o incidente não causa prejuízo de imagem para a cidade.

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