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Pitty, você e todas as mães MERECEM viver a maternidade da forma que escolheram

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É comum em tempos de redes sociais a vida privada de pessoas públicas ser quase inexistente.

Quem teima em fugir a regra do "o que você está fazendo agora?" muitas vezes é interpretado com hostilidade por parte daqueles que são convencidos de que o post nas redes é tão obrigatório quanto respirar.

Mas ainda há aqueles usuários que preferem, e merecem, vivenciar suas rotinas com a tranquilidade do mundo offline. Um caso específico tem chamado atenção nesse sentido: desde que ficou grávida, Pitty diminui bastante seu ritmo de postagens e interações.

Na realidade, ela foi obrigada a diminuir o ritmo de sua vida devido ao encurtamento do colo do útero que tornou o seu repouso obrigatório durante a gestação.

Sua primeira filha, Madalena, nasceu na última segunda-feira (17) e a cantora não publicou nada em seu Instagram, por exemplo. No Twitter, ela aproveitou o momento para agradecer as felicitações e deixou um recado:

O tuíte da baiana traz consigo, no mínimo, duas reflexões importantes: para uma celebridade, Pitty deixou bem claro que quer privacidade neste momento. Ainda, a palavra usada por ela — o puerpério — carrega em si significados naturalizados que precisam ser revistos - por exemplo, o de que toda a mulher nasce com manuais de instrução sobre a maternidade e o pós-parto.

"Nunca dei ouvidos pro que os outros pensam. Mas isso não quer dizer que as pessoas deixem de opinar. No meio disso tudo, tive dúvida se eu ia gostar de ficar grávida, se era isso mesmo. E cheguei a pensar: e se eu demorar muito e depois não conseguir? A gravidez não é um processo de quero ou não quero. Tem o seu querer, mas ainda há as questões que nos fogem ao controle, os mistérios, as coisas da natureza", disse a cantora em entrevista à revista Trip.

E continuou:

"Na nossa sociedade, grávida não pode sofrer. Como se fosse uma mácula do sagrado. Você tem que estar grata o tempo inteiro por estar grávida. Sim, estou grata, mas isso não me exime de certas angústias. E elas existem, têm que existir, fazem parte das nuances de sermos humanos."

No dicionário, o puerpério é explicado como "o período que decorre desde o parto até que os órgãos genitais e o estado geral da mulher voltem às condições anteriores à gestação."

Porém, gestar uma vida é algo transformador e quem já viveu isso sabe que não há a mínima possibilidade de "voltar às condições anteriores".

O corpo dói. Os hormônios fluem. Os peitos enchem. O sono é raro. O emocional transborda. A rotina muda. E nem sempre as mudanças são sentidas com um sorriso no rosto típico de família de comercial de margarina.

O puerpério não precisa ser interpretado como inferno ou céu. Ele simplesmente é e acontece de diferentes formas para cada uma das mulheres.

Já passou da hora de a sociedade parar de idealizar ou demonizar a maternidade para, simplesmente, deixá-la acontecer. Com a tranquilidade e o furacão que ela é.

"Estou achando [a maternidade] um bagulho poderoso. Digo isso, mas não esqueço das mulheres que não querem ter filho, pra que não se sintam obrigadas. Porque, nos momentos em que eu tinha dúvida se queria ou não, tinha essa pressão dos outros de que você só é de fato mulher quando tem filho, e eu achava isso horrível e castrador. É preciso respeitar as mulheres que não querem ter filhos, é preciso respeitar as mulheres que tiveram filhos, mas não acharam tão incrível. A mulher se realiza de diversas formas e a maternidade é só uma delas."

rumo ao lúdico. habemus cafofinho! 🎪✨

Uma foto publicada por ⚡️PITTY⚡️ (@pitty) em

de uma delicadeza... 💕

Uma foto publicada por ⚡️PITTY⚡️ (@pitty) em

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