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Laudo da Polícia diz que Patrícia Lélis é 'mitomaníaca', transtorno que faz com que minta compulsivamente

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FELICIANO
Montagem/Facebook
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A jornalista e estudante de direito Patrícia Lélis foi diagnosticada com transtorno de personalidade que faz com que minta compulsivamente, chamado de "mitomania". O laudo psicológico foi divulgado na última sexta-feira (19) pela Polícia Civil de São Paulo, de acordo com o G1.

A jornalista de 22 anos foi indiciada na última quinta-feira por denúncia caluniosa e extorsão após acusar deputado Marco Feliciano (PSC-SP) por assédio sexual e o chefe de gabinete do parlamentar, Talma Bauer, por tentar acobertar o caso.

Um vídeo sob análise da Polícia, onde a denúncia contra Bauer foi registrada, mostra os dois conversando sobre um pagamento de R$ 50 mil à jovem. Lélis acusa Bauer de mantê-la em cárcere privado e de forçá-la a gravar vídeos negando que Feliciano tenha tentado violentá-la.

Na interpretação da polícia, porém, partiu da estudante pedir o dinheiro. "Tem interesse dos dois, mas na gravação ela pede dinheiro", afirmou o delegado Luiz Roberto Hellmeister, do 3º DP (Campos Elíseos).

De acordo com o G1, após concluir o inquérito, a investigação informou que vai pedir a prisão preventiva da jornalista à Justiça.

"Recebi documentos com laudo psicológico que diagnosticou a moça como 'mitomaníaca'. Possui mitomania", disse o delegado. "Ela é mentirosa compulsiva."

Procurada pelo G1, a advogada de Lélis, Rebeca Novaes Aguiar, confirmou que outra psicóloga já tinha mencionado que sua cliente poderia ter "mitomania", mas a análise não era conclusiva.

Agora, o delegado irá anexar ao inquérito de São Paulo o que entende "ser perfil psicológico da jornalista que demonstra que ela mente reiteradamente."

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