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Ele parou a Alemanha! A trajetória do goleiro Weverton, do Juventus do Acre para o ouro olímpico

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WEVERTON
Brazil's goalkeeper Weverton Pereira da Silva makes a save during the penalty shoot-out of the Rio 2016 Olympic Games men's football gold medal match between Brazil and Germany at the Maracana stadium in Rio de Janeiro on August 20, 2016. / AFP / Martin BERNETTI (Photo credit should read MARTIN BERNETTI/AFP/Getty Images) | MARTIN BERNETTI via Getty Images
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O goleiro Weverton, do Atlético Paranaense, foi o último a entrar no grupo olímpico do Brasil, sendo convocado de última hora depois que o titular Fernando Prass sofreu uma contusão durante os treinamentos para a Rio 2016. Aos 28 anos, a chance olímpica brilhava para o goleiro acreano.

Além da defesa na disputa de pênaltis, Weverton saiu da Olimpíada com apenas um gol sofrido, justamente na final contra a Alemanha, numa campanha em que o Brasil saiu invicto com quatro vitórias e dois empates.

Ao completar cinco jogos sem tomar gol na Rio 2016 – ao todo, são 470 minutos –, o goleiro do Atlético superou as três campanhas de goleiros brasileiros finalistas em Olimpíadas.

Nascido em Rio Branco, Weverton despontou nas categorias de base do Corinthians e se profissionalizou na Portuguesa, nas temporadas 2010 e 2011. Desde 2012 é titular absoluto do Atlético-PR.

Pelo atual clube, Weverton já disputou 243 jogos. Foi campeão paranaense em 2016 e destaque dos times nas campanhas do acesso para a elite em 2012, além da terceira colocação na Série A e no vice-campeonato da Copa do Brasil em 2013.


Uma das especialidades do jogador tem sido a defesa de penalidades máximas. Somente no Campeonato Brasileiro do ano passado, ele defendeu três (contra o Avaí, Santos e Internacional).

Herói da Seleção brasileira na disputa de pênaltis contra a Alemanha na final da Olimpíada, o goleiro Weverton comemorou a defesa da cobrança do alemão Nils Petersen como se tivesse marcado um gol por considerar que o atacante do Freiburg era o melhor cobrador da equipe da Alemanha.

Weverton defendeu no canto esquerdo a quinta e última cobrança da Alemanha na disputa de penalidades após empate de 1 x 1, abrindo caminho para Neymar bater o último pênalti e dar ao Brasil o primeiro ouro olímpico no futebol na história, em um Maracanã lotado, neste sábado.

"Eu estudei bastante os batedores adversários. Aquele, principalmente, acho que tinha nove pênaltis e tinha feito os nove gols, quatro em um canto e cinco no outro, então era algo que eu tinha que decidir naquele momento porque ele batia bem nos dois cantos", disse Weverton a repórteres após a partida.

"Eu tive a felicidade de pegar, e comemorei muito porque era o melhor batedor deles, e também pela oportunidade de dar ao Neymar a chance de fazer o gol decisivo", acrescentou Weverton, que durante a partida levou três sustos com bolas da Alemanha no travessão, todas no primeiro tempo.

weverton

"Deus me abençoou. Pátria amada, o ouro é nosso mas a glória é de Deus. O Neymar falou que Deus tinha dado uma segunda chance pra ele, que tinha sido prata em Londres. Deus ama ele, assim como ama todos", disse em entrevista.

(Com informações da Reuters)

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