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Para assegurar impeachment, Temer investe no corpo a corpo com senadores

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MICHEL TEMER
EVARISTO SA via Getty Images
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O presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), resolveu arregaçar as mangas e entrar pessoalmente em campo para garantir a vitória no julgamento final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT).

Nos dois primeiros dias desta semana, ele abriu espaço na agenda para receber nove senadores. Dois deles ainda não declararam o voto final e também são bajulados pelo PT.

O peemedebista precisa de 54 votos no Senado para afastar definitivamente a petista. Embora o cenário pareça favorável a ele, com as sondagens que mostram que pelo menos 45 senadores já declararam que vão votar contra Dilma e a expectativa do Planalto de conseguir pelo menos 62 votos, qualquer senador tem um peso definitivo. No último dia 10, a petista virou ré no Senado com 59 votos, contra 21.

O medo de Temer é que o discurso que a petista vai fazer na próxima segunda-feira (29) no plenário do Senado toque os senadores e a população a ponto de fazer com que os políticos mudem de opinião.

Entre os políticos que Temer recebeu entre a segunda e esta terça-feira (23) estão principalmente os nordestinos Edison Lobão (PMDB-MA) - que foi ministro do governo PT, João Alberto Souza (PMDB-MA) e Roberto Rocha (PSB-MA). Estes dois últimos ainda mantêm o voto em segredo.

A reação da base eleitoral é um dos principais argumentos dos senadores para justificar o voto. E é justamente na região Nordeste onde o governo petista é melhor avaliado.

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