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Temer diz que reforma trabalhista serve para manter emprego: 'Nada mais indigno que desemprego'

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MICHEL TEMER
Nacho Doce / Reuters
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O presidente em exercício, Michel Temer, afina o discurso de defesa da reforma trabalhista e da regulamentação da terceirização que o Executivo planeja enviar para o Congresso até o fim do ano. Bastante criticado por movimentos sindicalistas que temem retrocesso nos direitos trabalhistas, Temer tenta convencer a população de que as alterações são necessárias.

Nesta quarta-feira (24), em cerimônia no Palácio do Planalto, o peemedebista afirmou que a proposta é fundamental para manter o emprego.

“Nós devemos combater certas teses que dizem que nós, ao pensarmos, por exemplo, em uma reforma trabalhista, estamos querendo eliminar direito dos trabalhadores. Ao contrário, o que nós queremos, na verdade, é manter o emprego. E manter o emprego, manter igualmente a arrecadação que o emprego dá ao poder público brasileiro”, afirmou no lançamento do Plano Agro+.

Ainda na defesa da reforma trabalhista, Temer relacionou emprego à dignidade.

“Não há nada mais indigno do que o desempregado. Ainda ontem eu via uma notícia de pai e mãe que se levantavam, iam ao café e diziam para os filhos que não tinham para onde ir porque não tinham emprego. Não há coisa mais indigna do que isso”, emendou.

Terceirização e reforma trabalhista

Em julho, Temer explicou que a reforma trabalhista e a regulamentação da terceirização serão a base da estratégia para manter os empregos no País.

A terceirização, já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e está em tramitação no Senado, a regulamentação da terceirização ganha força com apoio do governo. O Executivo, entretanto, planeja enviar outro texto, mas diz que poderá aproveitar alguns pontos e não pretende estender para todas as atividades - principal polêmica do texto aprovado pelos deputados.

No âmbito da reforma, ele planeja flexibilizar a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), com preferência a acordos firmados em convenções coletivas para decisões de jornada e salário. A negociação passa a ter um peso maior que a CLT, desde a Constituição e as convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) seja respeitada.

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