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Senadores se xingam durante julgamento de Dilma após Gleisi Hoffmann questionar moral de colegas

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GLEISI HOFFMANN
Senator Gleisi Hoffmann attends a debate of a vote on suspending Brasilian President Dilma Rousseff and launching an impeachment trial, in Brasilia on May 11, 2016.Brazil's Senate opened debate Wednesday ahead of a vote on suspending President Dilma Rousseff and launching an impeachment trial that could bring down the curtain on 13 years of leftist rule in Latin America's biggest country. Even allies of Rousseff, 68, said she had no chance of surviving the vote. / AFP / EVARISTO SA (Phot | EVARISTO SA via Getty Images
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A primeira sessão do julgamento final da presidente afastada, Dilma Rousseff, nesta quinta-feira (25) foi cenário de uma discussão entre os senadores que quase chegou às vias de fato.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) questionou a honra dos colegas ao discutir o impeachment. "Qual a moral que vocês têm para cassar a presidenta?".

Em seguida, o senador Ronaldo Caiado (DEM-RO) citou indiretamente as acusações contra o ex-ministro Paulo Bernardo, marido de Gleisi e alvo de investigação de desvio de recursos públicos. "Eu não sou ladrão de aposentadoria", disse.

Ex-ministro do Planejamento, Paulo Bernardo foi apontado pelo Ministério Público Federal em São Paulo como "patrono" do esquema Consist – empresa de software que teria desviado R$ 102 milhões de empréstimos consignados. Ele é acusado pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Titular da pasta no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-minsitro foi preso pela Polícia Federal em 23 de junho e solto por ordem do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

Em defesa de Gleisi, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) chamou Caiado de canalha e disse "Demóstenes é que sabe da sua vida", em referência ao senador cassado Demóstenes Torres, que foi aliado de Caiado.

Demóstenes Torres chegou a acusar Caiado de ter recebido doações do contraventor Carlinhos Cachoeira em suas campanhas para deputado federal.

"Tem que fazer antidoping. Fica aqui cheirando não", rebateu o senador do DEM.

Responsável por conduzir os trabalhos do impeachment, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski suspendeu a sessão por alguns instantes.

No intervalo da sessão, Lindbergh afirmou que irá entrar na Justiça contra Caiado e apresentar uma representação contra o senador do DEM no Conselho de Ética do Senado.

Iniciada na manhã de hoje, a etapa final do julgamento de Dilma está prevista para durar por até cinco dias. A expectativa é que a votação aconteça na madrugada de terça-feira (30) para quarta-feira (31).

A presidente afastada é acusada de crime de responsabilidade pela edição de decretos sem autorização do Congresso e pelas pedaladas fiscais, atrasos de repasses do Tesouro Nacional para o Banco do Brasil no Plano Safra.

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