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Governo do Quênia volta atrás e desiste de fechar campo de refugiados

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DADAAB
Somali refugees are pictured at the Ifo camp in Dadaab near the Kenya-Somalia border, May 8, 2015. Kenya's government threatened to close the Dadaab refugee camp, which with about 350,000 Somali refugees is the world's biggest refugee camp, as a security risk. The United Nations refugee agency urged Kenya to reconsider an order to close the teeming Dadaab refugee camp, warning that sending Somali refugees back to their homeland would have "extreme humanitarian and practical consequences". REUTER | Thomas Mukoya / Reuters
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O governo do Quênia voltou atrás na decisão de fechar o campo de refugiados de Dadaab, o maior do mundo e lar de 338 mil pessoas de 13 países diferentes, a maioria (95%) da Somália.

De acordo com o Quartz Africa, a decisão de fechar o campo foi comunicada em maio, e o processo seria concluído em novembro. Os argumentos do governo eram preocupações econômicas e também com a segurança do local, que chegou a ser descrito como um "terreno fértil" para o terrorismo. No entanto, autoridades quenianas afirmaram nesta semana que o processo só será levado em frente quando a Somália estiver em situação estável.

A decisão coincide com a visita do secretário de Estado dos EUA, John Kerry, a Nairóbi. Na pauta das conversas com o governo estavam a situação crítica na Somália e a escalada de violência no Sudão do Sul. De acordo com o QZ, durante sua visita, Kerry prometeu um auxílio humanitário de mais de US$ 146 milhões.

Desde 2014, um programa de repatriamento voluntário já mandou mais de 20 mil refugiados de volta para a Somália. De acordo com a ONU, no entanto, parte dos refugiados revela ter sofrido ameaças e pressão por parte de oficiais dentro do campo. O plano das autoridades quenianas de realocar 150 mil refugiados somalis em seu país de origem até o fim de 2016, coloca homens e mulheres em sério risco de morte, critica Elsa Buchanan, do International Business Times.

"Nós conversamos com famílias que não estão retornando voluntariamente, mas sim por medo", disse Mohamed Mahad Gurhan, do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados.

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