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Contratação polêmica faz defesa de Dilma desistir de testemunha

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ESTHER DWECK
Marcelo Camargo / Agência Brasil
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Contratada para o gabinete da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), a ex-secretária de Orçamento Esther Dweck deixou de ser testemunha da defesa no julgamento da presidente afastada, Dilma Rousseff.

No segundo dia do julgamento final, o advogado da petista, José Eduardo Cardozo, desistiu de ouvi-la no processo.

A advogada de acusação e uma das autoras do pedido de afastamento, Janaína Paschoal, colocou em suspeição a ex-secretária de Orçamento sob o argumento de que a mesma foi nomeada assessora “por uma parlamentar que é uma das mais ferrenhas defensoras de Dilma”, em referência a Gleisi.

"Na política a vingança é sempre maligna. Percebo que há intenção de desqualificar a professora Esther Dweck. Ela participou diretamente dos processos dos decretos, tem grande informação a respeito e, por isso, foi chamada como testemunha. O fato de ser nomeada a um cargo —e não foi ainda—, não significa nada, ela tem vínculo de origem. É professora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)", disse Cardozo.

Além de abrir mão de uma testemunha, o advogado também solicitou que o professor Ricardo Lodi Ribeiro, que seria a última testemunha de defesa a ser ouvida, seja requalificado como informante "por ter atuado como assistente de perícia".

Nesta quinta-feira (25), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, responsável por coordenar o julgamento, definiu que a principal testemunha de acusação, o procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) Julio Marcelo de Oliveira, seria ouvido como informante por ter convocado uma manifestação contra a presidente afastada.

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