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Lula e Marisa são indiciados por corrupção e lavagem de dinheiro no tríplex do Guarujá

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MARISA LULA
Montagem / Instituto Lula / Agência Brasil
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A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no inquérito que investiga o tríplex do Condomínio Solaris, no Guarujá, litoral paulista.

A ex-primeira-dama Marisa Letícia e o ex-presidente do Instituto Lula Paulo Okamoto também foram indiciados.

O petista é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Já Marisa responde por corrução e lavagem.

No entendimento do delegado Márcio Adriano Anselmo, o casal “foi beneficiário de vantagens ilícitas, por parte da OAS, em valores que alcançaram R$ 2,4 milhões referentes às obras de reforma no apartamento 164-A do Edifício Solaris, bem como no custeio de armazenamento de bens do casal”.

O imóvel foi adquirido pela OAS e recebeu benfeitorias da empreiteira, acusada de corrupção na Petrobras. O ex-presidente seria o verdadeiro dono do tríplex, o que ele nega.

No último dia 18, a Polícia Federal concluiu o relatório final da 22ª fase da Lava Jato, batizada de “Triplo X”, e indiciou a publicitária Nelci Warken e seis pessoas ligadas ao escritório Mossack Fonseca, especializado em criação de offshores.

De acordo com as investigações, Nelci é a dona do tríplex 163-B do edifício Solaris, no Guarujá, que está em nome da offshore Murray Holdings. No mesmo edifício está localizado o apartamento que seria de Lula.

Deflagrada no dia 27 de janeiro, a “Triplo X” investigou transações comerciais envolvendo a empreiteira OAS, a Cooperativa dos Bancários (Bancoop) e pessoas ligadas ao PT. De acordo com o relatório final, a publicitária usou os serviços da Mossack Fonseca para ocultar a compra do imóvel.

Outras investigações

É o primeiro indiciamento formal contra Lula, nas apurações da Lava Jato em Curitiba. Ele é alvo de outras duas investigações.

Um inquérito investiga a compra e reformas no sítio Santa Bárbara, em Atibaia, interior de São Paulo. De acordo com os investigadores, o imóvel recebeu obras da OAS e da Odebrecht e pertence ao petista.

O terceiro inquérito da PF analisa pagamentos e doações à LILS Palestras e Eventos e ao Instituto Lula. A suspeita é de que as entidades receberam valores de empreiteiras contratadas durante os mandatos do petista.

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