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Número de mortos por terremoto na Itália sobe para 267; começam os primeiros enterros

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ITALY
Rescue and emergency services personnel looks at rubble and debris of a destroyed building, in the damaged central Italian village of Amatrice on August 26, 2016, two day after a 6.2-magnitude earthquake struck the region killing some 267 people.An increasingly forlorn search for victims of the earthquake that brought carnage to central Italy entered a third day on August 26, 2016 as a day of mourning was declared for victims of a disaster that has claimed at least 267 lives. Releasing the new c | ANDREAS SOLARO via Getty Images
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O saldo de mortes do terremoto que devastou partes do centro da Itália subiu para 267 nesta sexta-feira (26), à medida que socorristas retiravam mais corpos de pilhas de destroços e famílias se preparavam para realizar os primeiros enterros.

O Departamento de Defesa Civil de Roma informou que quase 400 pessoas estão sendo tratadas por ferimentos em hospitais, e reportagens da mídia local dizem que cerca de 40 delas estão em estado grave.

Até o momento, as equipes de busca e salvamento conseguiram resgatar com vida dos escombros 238 pessoas nas três cidades mais atingidas pelo sismo.

A terra continuou a ser sacudida por tremores secundários, e pela segunda noite os sobreviventes dormiram em barracas montadas pelos serviços de emergência.

"Foi uma noite bem dura, porque você tem uma mudança significativa de temperatura aqui. Durante o dia é muito, muito quente, e de noite é muito, muito frio", disse Anna Maria Ciuccarelli, de Arquata del Tronto.

"Ainda há tremores secundários precedidos de estouros e, para nós que acabamos de passar por um terremoto, isso tem um efeito grande, especialmente psicológico", disse.

Cerca de 2.500 pessoas ficaram desabrigadas pelo sismo de magnitude 6,2 de quarta-feira, e o governo prometeu reconstruir as comunidades arrasadas.

Mais de 920 abalos secundários atingiram a área ao redor de Amatrice e as cidades próximas de Pescara del Tronto, Arquata del Tronto e Accumoli. Quase 60 deles ocorreram desde a meia-noite.

"Amatrice precisa ser demolida completamente", disse visivelmente emocionado o prefeito da cidade, Sergio Pirozzi, à Ansa.

Segundo o líder político, nenhum prédio do centro histórico poderá ser salvo ou restaurado porque, com exceção de parte da igreja de São Francisco, nada está de pé. "Mas, como falei anteriormente, queremos reconstruir tudo no mesmo lugar, com a mesma forma e a mesma estética", concluiu.

As famílias se preparavam para sepultar seus mortos, e o primeiro enterro está marcado para a manhã desta sexta-feira em Roma. Marco Santarelli, de 28 anos, filho de um funcionário de alto escalão do governo, morreu na casa de férias de sua família em Amatrice.

"Não encontro palavras para descrever a dor de um pai que sobrevive a seus próprios filhos. Talvez não haja palavras", disse o pai de Marco, Filippo Santarelli, ao jornal Corriere della Sera.

O funeral de duas crianças e seus avôs, mortos em Pescara del Tronto, estava agendado para esta sexta-feira, mas foi adiado para sábado e contará com a presença do presidente da Itália.

A busca por sobreviventes continuou durante a noite em Amatrice, onde se sabe que 207 pessoas morreram, e os socorristas, trabalhando com cães farejadores, escalavam pilhas de detritos tentando encontrar pessoas ainda soterradas. Em outras cidades e vilarejos as buscas estão diminuindo.

"Retiramos os últimos corpos de que tínhamos conhecimento", disse Paolo Cortelli, membro do serviço nacional Resgate Alpino, que ajudou a recuperar cerca de 30 corpos de Pescara del Tronto.

(Com informações da Reuters e da ANSA)

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