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Ouro na Olimpíada, canoagem promete mais medalhas com Luis Carlos Cardoso na Paralimpíada

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CANOA
Luis Cardoso competirá dias 14 e 15 de setembro | Reprodução/Instagram
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O Brasil já provou que é o País das canoas com as medalhas de Isaquias Queiroz. Agora, tem tudo para repetir o feito na Paralimpíada.

Luis Carlos Cardoso será o primeiro representante do Brasil a disputar medalhas na canoagem durante uma Paralímpiada. Isto porque a Rio 2016 será a estreia da modalidade no evento, e ele garantiu não só a vaga para a competição, como o título de melhor atleta paralímpico de 2015.

Animado com as possibilidades dos jogos, o atleta compartilhou em seu Instagram um vídeo-convite para o público prestigiar a modalidade no evento: "Você que torceu para o Isaquias Queiroz e outros atletas que cravaram seu nome na lagoa Rodrigo de Freitas, venha assistir agora os atletas da paracanoagem em sua estreia!"


Cardoso carrega um histórico repleto de conquistas desde que começou a se profissionalizar no esporte em 2011: é tricampeão mundial, tricampeão pan-americano, hexacampeão sulamericano e já foi campeão brasileiro nove vezes.

No ano passado, ele roubou a cena ao garantir mais um título mundial, na Itália, ao desbancar o tetracampeão mundial Fernando Fernandes.

Mesmo com tantas medalhas, o caminho até a Rio 2016 não foi fácil para ele. Acostumado a disputar provas com a canoa, ele precisou se adaptar ao caiaque para seguir com o sonho da medalha olímpica, já que na competição este será o único tipo de barco permitido.

Dia de treinar com @luiscarlosparacanoagem na Raia da USP! A canoagem fará sua estreia nos #JogosParalímpicos e nós temos chances de medalha! 🏅🚣🏻 #Aclimatação #Rio2016

Uma foto publicada por Comitê Paralímpico Brasileiro Brazilian Paralympic Committee (@ocpboficial) em


O atleta teve os movimentos dos membros inferiores comprometidos devido a um parasita que se instalou em sua medula em 2009. Ele, que era dançarino em shows do cantor Frank Aguiar, no Piauí, sua terra natal, foi descobrir a canoagem apenas dois anos depois da doença.

"Depois da deficiência ainda me convidaram para dançar, mas eu queria conhecer outros horizontes. Ainda cheguei a praticar basquete, tentei conciliar, mas a canoagem tomou uma proporção bem maior na minha vida. Quando eu fui mudar agora sofri, porque tinha trauma. No começo eu virava muito no caiaque. Mas esse ano tive que vencer esse trauma, começar praticamente do zero e transportar o que eu sabia da canoa para o caiaque. São técnicas diferentes, mas com a ajuda do meu treinador (Akos Angyal) e muita dedicação. Eu não só ganhei o bicampeonato na canoa como também esse ouro no caiaque", disse em entrevista ao Globo Esporte.

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