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'Paratodos', documentário sobre atletas paralímpicos brasileiros, é disponibilizado na Netflix

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TEREZINHA GUILHERMINA
Jonne Roriz /Getty Images | Jonne Roriz via Getty Images
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O documentário Paratodos foi disponibilizado na Netflix nesta sexta-feira (26)!

Dirigido por Marcelo Mesquita e roteirizado por Peppe Siffredi, o filme estreou nos cinemas brasileiros em junho deste ano e mergulha no cotidiano de oito dos principais atletas paralímpicos brasileiros para investigar os bastidores do esporte de alta performance e discutir a inclusão da pessoa com deficiência na sociedade.

No universo paralímpico, se superar não é uma opção ou gesto de heroísmo, é somente o ponto de partida. “Se você olhar para o que uma pessoa pode fazer em vez do que ela não consegue fazer, a perspectiva muda e perde-se a visão de coitadinho”, afirma Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico brasileiro em comunicado oficial.

O momento presente da vida dos nossos atletas, além de levantar e emocionar plateias mundo afora pelo alto nível das performances, desperta a atenção em torno de um tema latente: a necessidade de um diálogo pela inclusão da pessoa com deficiência física na sociedade.

Com a chegada dos Jogos Paralímpicos no Rio no dia 7 de setembro, este é o melhor momento para se aprofundar no universo dos atletas paralímpicos e conhecer suas histórias.

Conheça os atletas do filme

*"Alan Fonteles: velocista detentor do recorde dos 100m e 200m. Nos Jogos de Londres, ele superou Oscar Pistorius, o único atleta da história a competir entre os convencionais, e conquistou o ouro nos 200m rasos. Virou capa de jornais, fechou contratos de patrocínio e se tornou um dos símbolos do esporte. Mas a sua luta pela vida começou cedo. Com apenas 21 dias de vida, teve as pernas amputadas depois de uma infecção."

"Daniel Dias: maior nadador do mundo, um colecionar de prêmios e recordes: 15 medalhas em Jogos Paralímpicos. Recebeu o troféu Laureus, vulgo "Oscar do Esporte", como Melhor Atleta com Deficiência em 2009 e em 2013. Apenas quatro outros brasileiros receberam este prêmio: Pelé, Ronaldo Fenômeno, Bob Burnquist e Raí. Daniel nasceu com má formação congênita dos braços e da perna direita, mas isso nunca o impediu de participar das peladas com os amigos."

"Fernando Fernandes: o tetracampeão mundial de paracanoagem era um modelo de renome, estudou teatro, participou do reality show Big Brother Brasil 2, fez fotos para Vogue, campanha para Dolce & Gabbana, e em paralelo praticava esportes e cursou educação física. Até que no dia 04 de julho, quando voltava para casa após uma partida de futebol, sofreu um acidente que lhe causou lesões medular e cerebrais. Perdeu o movimento das pernas. Durante um período de fisioterapia, descobriu a modalidade que novamente o consagraria no mundo todo: a paracanoagem."

"Terezinha Guilhermina: a velocista cega mais rápida do mundo. Nos Jogos Paralímpicos Londres 2012, ao completar a prova dos 100m em 12’01”, garantiu seu lugar no livro dos recordes. Mineira, de origem pobre, formada em psicologia depois de adulta, colecionadora de prendedores de cabelo, descobriu apenas aos 16 que que nasceu com retinose pigmentar, doença congênita que provoca perda gradual da visão. Antes, acreditava que era assim que todo mundo enxergava."

"Susana Schnarndorf: a única atleta da delegação paralímpica brasileira a ter representado o país tanto entre os convencionais, antes de sua doença se manifestar, quanto entre os paralímpicos. Até os 30 e poucos anos, ela era uma das principais triatletas brasileiras, tendo participado de 13 edições Iron Man e vencido alguns deles, e mãe de três crianças, sendo uma delas recém-nascida. De um dia para o outro, esta pessoa que possuía um corpo “perfeito” cai na cama com uma doença degenerativa muscular gravíssima, uma espécie de Parkinson raríssimo combinado com outras moléstias. Através da natação, ela recupera parte de seus movimentos e volta a competir, vencendo uma medalha de ouro no mundial de natação no Canadá."

"Yohansson do Nascimento: nasceu com má formação nas mãos, fato que não o impediu de agarrar as chances que a vida lhe reservou. Aos 17 anos, entra em contato com o atletismo quase por acaso e, aos 21, recebe sua primeira medalha paralímpica. Ele é um exemplo de esportista. Obstinado nos treinos, sereno e simpático fora das pistas, ele se destaca pelos resultados: vencedor de quatro medalhas paralímpicas em duas edições diferentes dos Jogos, e se destaca também pela alegria, pela simpatia, pelo carisma que possui."

"Fernando Cowboy Rufino: fisiculturista e montador de rodeios, Fernando Rufino, o Cowboy, sofreu quatro acidentes antes de se tornar um dos grandes nomes da paracanoagem. 'Acho que Deus tem caminho pra gente. A única coisa que me faria parar de montar em touros seria virar paralitico. Aqui é roseta, é loucura'."

"Ricardinho: o melhor jogador do futebol de cinco do mundo na atualidade. Aos oito anos de idade, depois de dois anos lutando contra um problema na visão, ficou cego. Na época, pensou ser o fim do seu sonho de ser jogador. Hoje, é um craque reconhecido. Nas escolinhas do Santa Luzia, em Porto Alegre, o atleta reencontrou o futebol e já era destaque aos 12 anos, quando atuava contra meninos de 15, 16 e 17. Aos 15, ele foi selecionado para a seleção brasileira e um ano depois, foi eleito melhor jogador do Mundial."

*Fonte: Comunicado oficial da Sala 12 cinemas.

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