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Promotoria de Direitos Humanos faz campanha para questionar ausência de negros na publicidade

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Quantas propagandas de margarina protagonizadas por famílias negras você já viu na TV brasileira?

Essa simples pergunta já sinaliza que algo está errado na mídia de um país que tem, segundo levantamento do IBGE feito em 2015, 54% de sua população formada por negros.

Para investigar essa questão e questionar a baixa participação de negros no meio publicitário, a Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da capital paulista instaurou um inquérito civil. Como parte desse processo, foi criada nesta quinta-feira (25), na página da Promotoria no Facebook, a campanha “Por que só um tom de pele?”.

Ao longo de um mês, sempre às quintas-feiras, o MPSP apresentará na página um debate sobre o tema.

Durante os trabalhos de investigação, os promotores de Justiça Eduardo Ferreira Valério e Beatriz Fonseca Budin irão avaliar se há descumprimento do Estatuto de Igualdade Racial.

O texto recomenda que haja oportunidade de emprego de profissionais negros, incluindo atores, figurantes, técnicos em produções de programas de televisão, filmes e trabalhos publicitários. O documento ainda proíbe discriminação de qualquer natureza, seja política, ideológica, étnica ou artística.

Outro ponto que será investigado é o reforço de estereótipos ligados à negritude.

Isso ocorre quando há inclusão de negros em propagandas que, no entanto, são marcados por características de exclusão e desigualdade – fatores que reforçam preconceitos.

A partir do inquérito instaurado e da campanha nas redes sociais, a Promotoria de Justiça de Direitos Humanos pretende promover uma discussão sobre representatividade negra nas mídias junto a publicitários, estudantes de publicidade, anunciantes e toda e a sociedade em geral.

Além disso, de acordo com os promotores, o objetivo dessas ações é “mudar convicções e mentalidades historicamente assentadas, mas que se mostram incompatíveis com os padrões civilizatórios do século XXI”.

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