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Em editorial, 'Le Monde' chama impeachment de Dilma de 'golpe de estado ou farsa'

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DILMA ROUSSEFF
Brazil's suspended President Dilma Rousseff speaks during a meeting with people from pro-democracy movements in Brasilia, Brazil, August 24, 2016. REUTERS/Ueslei Marcelino | Ueslei Marcelino / Reuters
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O jornal francês "Le Monde" publicou, nesta sexta-feira (26), um editorial intitulado "A triste ironia da queda de Dilma Rousseff".

O texto, que faz críticas aos "arquitetos de sua derrocada": o deputado Eduardo Cunha e ao presidente interino Michel Temer.

"O homem que deu início ao processo de impeachment, Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, é acusado de corrupção e de lavagem de dinheiro. A presidente do Brasil está sendo julgada por um Senado que tem um terço de seus representantes, segundo o site Congresso em Foco, como alvos de processos criminais. Ela será substituída por seu vice-presidente, Michel Temer, embora este seja considerado inelegível durante oito anos por ter ultrapassado o limite permitido de doações de campanha. O braço direito de Temer, Romero Jucá, ex-ministro do Planejamento do governo interino, foi desmascarado em maio por uma escuta telefônica feita em março na qual ele defendia explicitamente uma "mudança de governo" para barrar a operação "Lava Jato"."

Por fim, o texto faz um breve retrospecto dos anos do governo do petista Luiz Inácio Lula da Silva e diz que, mesmo diante de erros "políticos, econômicos e estratégicos˜, a expulsão de Dilma do poder se dá por "peripécias contábeis" já utilizadas por outros presidentes, e diz ainda que a saída da petista, eleita em 2014, não será um episódio "glorioso" para a jovem democracia brasileira.

"Se esse não é um golpe de Estado, é no mínimo uma farsa. E as verdadeiras vítimas dessa tragicomédia política infelizmente são os brasileiros."

Leia a íntegra do editorial aqui.

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