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Senadores dizem que Dilma 'dará o tom' durante depoimento no Senado

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DILMA
Ueslei Marcelino / Reuters
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A segunda-feira vai ser o dia D no Senado. Será o dia em que a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) vai ao Congresso para se defender das acusações e tentar reverter a votação que pode causar o Impeachment dela do cargo. Neste domingo, os senadores da base aliada do presidente em exercício Michel Temer (PMDB), se reuniram para definir a estratégia do julgamento. Os representantes do PSDB, PP e PMDB afirmam que querem um debate técnico, mas esperam que Dilma dê o "tom" do embate com os senadores.

A grande preocupação dos senadores é não errar durante o discurso de Dilma e partir para um debate desnecessário contra a presidente. O que os adversários do PT não querem é que Dilma saia como "vítima" no fim do processo de Impeachment. "Caberá a ela dar o tom, se manifestar, e acredito que o fará com o mais absoluto respeito", disse o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG).

Os senadores pró-Impeachment querem se focar apenas na área técnica da denúncia, questionando sobre as pedaladas fiscais e as medidas assinadas sem a autorização do Congresso. "Se o tom da presidente for outro, obviamente a reação será à altura", afirmou Aécio.

Do outro lado, a estratégia de Dilma é ser o mais emotiva possível durante seu discurso de defesa no Senado na tentativa de mudar alguns votos dos senadores. A presidente afastada precisa evitar que 54 senadores votem contra ela.

"Dilma vai jogar com emoção para tentar conquistar algum voto, mas esse jogo está jogado e só resta a ela a vitimologia, argumentos não existem", disse Agripino Maia (DEM-RN). "A ordem é distribuir maracujina para todo mundo e evitar criação de fatos novos, sem cair em provocação".

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