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#PrayforRS: Força Nacional chega ao Estado para tentar conter onda de violência no Sul

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EXRCITO
Agência Brasil
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Quem anda pelas ruas de Porto Alegre e de outras cidades do Estado sente medo. À noite, sair de casa só depois de muita oração e pedido de proteção de todos os santos possíveis. Em uma onda de violência nunca antes vista na história do Rio Grande do Sul, a situação chegou ao extremo. O governador José Ivo Sartori (PMDB), depois de muita insistência da população, pediu o auxílio da Força Nacional para conter a violência nas ruas gaúchas.

Desde 2015, as prefeituras clamavam por uma medida de Sartori na segurança - inclusive pelo prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT). Por diversas vezes, o governador disse "não" e a escalada do crime só cresceu. Os casos de latrocínio, por exemplo (roubo seguido de morte) subiram 35% no primeiro semestre deste ano em relação a 2015: já são 89 vítimas em seis meses, contra 66 no ano passado. E não foi só isso: Roubos (20%) e Homicídios (16%), dispararam neste ano no Rio Grande do Sul.

No começo de agosto, quando os últimos dados foram apresentados, Sartori foi capaz de dizer que tudo estava "tranquilo" na segurança. O que eu tenho que dizer é que diminuiu a criminalidade. Todos têm procurado fazer o melhor", disse em entrevista à Zero Hora.

Não é o que as ruas dizem. Na última quinta-feira, dia 25 de agosto, Cristine Fonseca Fagundes, de 44 anos, estava com sua filha adolescente em um automóvel Honda Fit esperando o filho mais novo sair do Colégio Dom Bosco, na Zona Norte de Porto Alegre. Ela foi abordada por um homem armado, que atirou na cabeça da vítima enquanto ela tentava tirar o cinto de segurança. A filha, dentro do carro, saiu desesperada em busca de ajuda. Tarde demais: Cristiane era mais uma vítima de latrocínio no Rio Grande do Sul.

vítima

O crime causou a demissão do Secretário de Segurança do Rio Grande do Sul, Waltuir Jacine, e uma ida do governador até Brasília para uma reunião com Temer - depois de mais de um ano de pedidos da população.

Cerca de 120 homens do Exército brasileiro chegaram na tarde deste domingo para ajudar os Policiais Militares nas patrulhas de Porto Alegre. "Será deslocado, em uma primeira etapa, um contingente da Força Nacional para auxiliar a Brigada Militar [a PM gaúcha] na região metropolitana de Porto Alegre. E, depois, virão outros momentos", afirmou Sartori.

No encontro, o governador também solicitou a Temer ajuda para aumentar a compra de armamento, equipamentos e veículos e que seja construído um presídio federal na capital gaúcha.

Em um Estado em crise, quase falido, o Rio Grande do Sul se tornou um campo de guerra e quem tem morrido são pessoas comuns. A próxima vítima ninguém sabe quem pode ser. Rezemos pelos gaúchos!

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