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Nicolas Sarkozy faz da proibição do burkini sua principal promessa de campanha

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BURKINI
A woman wearing a 'Burkini' joins a protest outside the French Embassy in London on August 25, 2016, during a 'Wear what you want beach party' to demonstrate against the ban on Burkinis on French beaches and to show solidarity with Muslim women.French Interior Minister Bernard Cazeneuve warned Wednesday against stigmatising Muslims, as a furore over the banning of burkinis grew with the emergence of pictures showing police surrounding a veiled woman on a beach. Dozens of French towns and villag | JUSTIN TALLIS via Getty Images
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O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy - e possível candidato ao cargo em 2017 - disse nesta segunda-feira (29) que mudará a Constituição do país para proibir o traje de banho de corpo inteiro conhecido como burkini se for eleito na eleição presidencial de abril do ano que vem.

Posicionando-se como um defensor dos valores da França e rígido com a imigração, o candidato conservador disse na semana passada que imporia uma proibição de âmbito nacional ao traje, depois que a vestimenta dividiu o governo liderado pelos socialistas e dominou o debate político francês durante a maior parte do mês de agosto.

Na sexta-feira o principal tribunal administrativo da França suspendeu uma proibição ao burkini que havia sido adotada em uma dezena de cidades costeiras sob o argumento de que o traje viola liberdades fundamentais.

A proibição ao uso do burquíni expôs as dificuldades da França secular com a tolerância religiosa na esteira dos ataques de militantes islâmicos nos últimos meses. Imagens de policiais armados aparentemente obrigando uma mulher em uma praia de Nice a se despir parcialmente para cumprir a determinação aumentaram a polêmica.

As proibições vinham sendo justificadas como questões de ordem pública, e o primeiro-ministro socialista, Manuel Valls, pareceu defender as autoridades municipais que as impuseram.

Depois que a corte as descartou, porém, o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, disse que uma lei contra a vestimenta seria considerada inconstitucional.

Indagado sobre esse risco, Sarkozy respondeu: "Bem, então mudamos a constituição. Nós já a mudamos trinta e tantas vezes, não tem problema".

Segundo pesquisas de intenção de voto, Sarkozy está tendo dificuldade para se aproximar do rival Alain Juppé, um ex-premiê de modos suaves e mais centrista, antes das eleições primárias do partido Republicanos no final de novembro.

Cazeneuve, que iria se encontrar com líderes muçulmanos franceses nesta segunda-feira para apaziguar as tensões religiosas, disse que irá indicar o político veterano Jean-Pierre Chevènement para presidir um organismo independente encarregado de tratar das relações entre o Estado e os representantes religiosos muçulmanos.

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