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'Impeachment vai ajudar esquerda a rejuvenescer', diz Cristovam Buarque

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CRISTOVAM BUARQUE
Senador acredita que não há condições de volta de Dilma ao Planalto | Jefferson Rudy / Agência Senado
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Considerado um dos votos decisivos a favor do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) acredita que a saída definitiva da petista pode ser uma oportunidade de fortalecer a esquerda no País.

"O que nós temos que fazer é o rejuvenescimento das esquerdas. E o impeachment vai ajudar. A volta da Dilma não ajudaria porque a esquerda ia defender o governo dela, em vez de estar formulando um governo novo. Ninguém consegue sonhar utopia dormindo nos cheirosos leitos dos palácios. A esquerda se acomodou. A volta da Dilma acomodaria outra vez."

No entendimento do parlamentar, essa nova esquerda deve respeitar o liberalismo na economia e limitar a intervenção estatal. "O PT e outros partidos precisam entender que o lugar da esquerda hoje não é mais na economia. (…) A economia tem que ser eficiente e não justa. A sociedade é que tem de ser justa", afirmou.

Para Cristovam, a volta de Dilma não se sustentaria porque ela tem "pouco mais de um terço dos congressistas" e não "diz como seria um próximo governo". Ele criticou ainda o fato de a petista atribuir erros de gestão a fatores externos, como a crise internacional.

Apesar de ver fragilidades jurídicas nas acusações contra a presidente afastada, o senador apoia o impeachment devido a falhas na gestão da petista, que considera "sem rumo" e motivo para o País entrar em recessão.

Ministro da Educação no governo de Luiz Inácio Lula da Silva e ex-filiado do PT, o parlamentar defendeu a adoção de parcerias público-privadas em creches, uma das propostas do governo de Michel Temer, caso o impeachment seja consolidado.

"Vamos diminuir o estatal e aumentar o público. Em vez de construir belos prédios caríssimos para creche, encontrar ONGs, pessoas com as quais o Estado possa se associar para fazer o serviço de cuidar das crianças", defendeu o parlamentar.

O senador disse apostar na gestão Temer para "retomar a credibilidade da economia" e minimizou críticas à interrupção do programa Brasil Alfabetizado. "É um corte que vem da decisão da proposta orçamentária do governo Dilma. Não do governo Temer", afirmou.

De acordo com reportagem da Folha de São Paulo, prefeituras relataram bloqueios no sistema, o que inviabiliza o cadastro de novos alunos. O atual ciclo de matrículas, iniciado em outubro do ano passado, atende a 168 mil brasileiros, segundo o MEC.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2014 divulgada pelo IBGE, 13 milhões não sabem ler ou escrever no Brasil — o equivalente a 8,3% da população com 15 anos ou mais.

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