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Aécio contesta discurso de Dilma de que PSDB não aceitou derrota em 2014

Publicado: Atualizado:
DILMAAECIO
Reprodução/TV Senado
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Candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2014 e presidente do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) contestou o discurso de não ter aceitado o resultado das urnas feito pela presidente afastada, Dilma Rousseff.

Primeiro a questionar a petista na retomada da sessão no Senado após o almoço, o tucano afirmou que "não é desonra nenhuma perder as eleições" e perguntou "em que dimensão" Dilma se sentia "responsável por essa recessão, pelos 12 milhões de desempregados no Brasil e 60 milhões de brasileiros com contas atrasadas".

O tucano lembrou debates durante a campanha de 2014. Ele citou que em 1 de setembro daquele ano, a petista prometeu controlar a inflação. Já em 3 de outubro, se comprometeu em retomar o crescimento econômico.

De acordo com Aécio, logo em seguida, o país entrou na "mais profunda recessão da nossa história, trazendo consigo um exército de 5 milhões de desempregados".

O tucano disse que também alertou na época sobre irregularidades nos empréstimos feitos pelos bancos públicos, acusação que motivou o impeachment.

Em resposta, Dilma elencou diversos fatores para a crise econômica, como o cenário internacional e a queda no preço das commodities. Ela lembrou ainda que os analistas não contavam com a crise política no país, que agravou o cenário nacional e dificultou a retomada do crescimento.

A petista negou ter cometido irregularidades e reforçou que o pedido para afastá-la é inconstitucional. "Respeito todos aqueles que concorreram comigo nas eleições, mas não respeito a eleição indireta que é produto de um processo de impeachment sem crime de responsabilidade", afirmou.

São necessários 28 votos para que a petista volte a comandar o País, mas na votação da pronúncia, fase intermediária do processo, ela obteve apenas 21. A expectativa é que a votação aconteça na madrugada de terça-feira (30) para quarta-feira (31).

A presidente afastada é acusada de crime de responsabilidade pela edição de decretos sem autorização do Congresso e pelas pedaladas fiscais — atrasos de repasses do Tesouro Nacional para o Banco do Brasil no Plano Safra.

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