Huffpost Brazil

Caiado sugere que Dilma cometeu estelionato eleitoral em 2014 e diz que governo não atrasou pagamento a bancos privados

Publicado: Atualizado:
CAIADO
Senador Ronaldo Caiado usa dados do País para questionar Dilma | Geraldo Magela/Agência Senado
Imprimir

Um dos principais críticos do PT e do governo Dilma Rousseff, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) afirmou que a presidente afastada quebrou compromisso da campanha eleitoral de 2014. Ele comparou os números da economia da época das eleições presidenciais com os atuais — inflação superior a 10%, 12 milhões de desempregados e recessão da economia.

"Este foi o discurso para seus eleitores? Este quadro foi desenhado no momento da eleição? Os eleitores teriam votado em Vossa Excelência se eles tivessem a noção de que o Brasil caminharia para tudo isso?"

Caiado questionou um dos principais argumentos de Dilma para justificar os indicadores a economia do País. "A senhora diz que o processo de [crise econômica] tem mais a ver com a crise internacional. Como a crise só apareceu em 26 de outubro de 2014, depois do segundo turno?", indaga retoricamente, lembrando que o seu oponente de então, Aécio Neves (PSDB), discorria sobre a crise em diversas ocasiões.

O parlamentar também disse que todo o mercado já entendia o cenário de crise. "Não seria um estelionato eleitoral se dirigir ao eleitor com ações que não pode cumprir?", questionou.

Dilma respondeu que o governo brasileiro não tem controle sobre a política monetária do Federal Reserve, o banco central dos EUA. Ela justificou assim a influência na crise brasileira:

"No final de 2013, começa a especulação: quando os Estados Unidos param de expandir o crédito livremente? Quando ele vai parar? O dia que parar, os juros dos Estados Unidos vão subir. O dia que o juro subir, todas as moedas sofrerão um grande impacto."

Caiado também afirmou que bancos privados foram pagos mensalmente pelo governo Dilma para bancar o Plano Safra, que financia a agricultura familiar. As pedaladas fiscais que implicam o crime de responsabilidade da presidente consistem no atraso dos repasses de dinheiro para o Banco do Brasil.

"Por que a preferência pelos bancos privados em detrimento aos públicos e oficiais?", perguntou.

A presidente afirmou que o Plano Safra é "executado substantivamente pelo Banco do Brasil". Ela explicou que os bancos privados entram como bancos cooperativos, com uma participação inferior a 10% dos empréstimos.

"Não é possível dizer que teve tratamento diferente. O Banco do Brasil envolve uma quantidade enorme de operações. O dos bancos cooperativos é bem menor", explicou Dilma.

Close
Impeachment de Dilma Rousseff
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual

LEIA MAIS:

- Aécio contesta discurso de Dilma de que PSDB não aceitou derrota em 2014

- Em discurso de defesa, Dilma Rousseff se emociona e diz: 'Hoje eu só temo a morte da democracia

Também no HuffPost Brasil

Close
Protesto final favorável ao impeachment
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual

Sugira uma correção