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Aécio sobre impeachment: 'Não é um dia feliz para nenhum brasileiro'

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ACIO NEVES
Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Adversário da presidente afastada, Dilma Rousseff, nas eleições em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) recorreu novamente ao momento em que disputou com a petista - como fez na segunda-feira (29) - para defender novamente o voto a favor do impeachment.

Nesta terça-feira (30), quinto dia do julgamento do impeachment, Aécio disse que aceitou sim o resultado das eleições, mas não aceitou que “as ilegalidades continuassem”.

Embora tenha se posicionado contra a presidente afastada, ele afirmou que “este não é um feliz para os brasileiros”, mas emendou dizendo que, apesar disso, vai para casa tranquilo, "como um brasileiro que se dispôs a disputar as eleições; perdeu as eleições; aceitou – ao contrário do que dizem –, sim, o resultado das eleições, mas não que as ilegalidades continuassem a ser produzidas e patrocinadas por esse governo. (...) É hora de olhar para frente.”

Sem usar a palavra, ele refutou a tese da petista de que houve golpe, ao dizer que existe democracia no País, com respeito a Constituição e que quem não respeita a Carta Magna será punido. “Não vimos isso aqui ontem, infelizmente, de assumir os seus erros e a gravidade dos atos cometido." Ele enfatizou que "violar a lei orçamentária não é permitido, porque se está violando a Constituição”.

Lembro-me que na campanha de 2014... Disse à Presidente no dia 20 de outubro, a uma semana da eleição, que as pedaladas fiscais que ela estava patrocinando eram um crime de responsabilidade e ela ainda iria responder por aquilo. Ela desdenhou, porque existia algo que prevalecia, existia no grupo que governava o País uma prioridade acima de qualquer outra: vencer as eleições e por isso se apoderaram do Estado nacional, com a sensação da impunidade de estarem acima da lei.

No discurso, ele afirmou que será aliado do novo governo para fazer as “reformas estruturantes” que o País precisa. “Fica um País com esperança, a vontade de acreditar no futuro, que juntos somos capazes de superar o que vivemos nos últimos tempos.”

“Vamos permitir que o Brasil e os brasileiros escrevam uma história ética, honrada e competente”, finalizou.

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