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Defesa de Dilma Rousseff em processo de impeachment é destaque na imprensa estrangeira

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DILMA ROUSSEFF
Brazil's suspended President Dilma Rousseff speaks during her impeachment trial in Brasilia, Brazil, Monday, Aug. 29, 2016. Fighting to save her job, Rousseff told senators on Monday that the allegations against her have no merit. Rousseff's address comes on the fourth day of the trial. (AP Photo/Eraldo Peres) | ASSOCIATED PRESS
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Imagens da presidente afastada Dilma Rousseff foram estampadas nos sites dos principais jornais mundiais na segunda-feira (29) devido ao seu pronunciamento no Senado contra o processo de impeachment.

A mídia internacional destacou a acusação da petista de que há um "golpe" em curso no Brasil.

"Rousseff diz que está ocorrendo um golpe de Estado no Brasil", publicou o espanhol El Pais, na mesma linha adotada pelo francês Le Monde e pelo argentino Clarín.

O jornal norte-americano The New York Times deu ênfase à promessa de Dilma de que "não será calada pelo processo de impeachment". Já nesta terça-feira (30), o jornal abre espaço, em sua seção opinativa, à jornalista da Revista Piauí, Carol Pires, que argumenta que o impeachment pode mudar o governo, mas que não representa mudança na política do país.

A emissora latino-americana Telesur publicou que Dilma assegurou, durante todo seu pronunciamento, que não violou a Constituição nem cometeu crimes de responsabilidade em seu governo.

"Jamais atentaria contra o que acredito ou praticaria algum ato que seja contrário aos interesses dos que me elegeram", disse Dilma, citada pela rede de TV.

Carta Aberta

Nesta semana, o Guardian afirmou que "ainda que muitos brasileiros estejam cansado das brigas em Brasília, os historiadores vão olhar para esse dia como um momento-chave" e destacou ainda a presença do cantor Chico Buarque no plenário.

Embora tenha sido publicada em maio, quando o Senado decidiu pelo afastamento de Dilma, voltou a circular nas redes sociais uma carta aberta "condenando a suspensão da presidente Dilma Rousseff", publicada no jornal britânico Guardian.

"É completamente errado que alguns poucos parlamentares se coloquem sobre a vontade política expressa nas urnas por 54 milhões de brasileiros", diz a carta, cujo título é "Suspensão de Dilma Rousseff é um insulto à democracia no Brasil".

"O novo governo mostrou suas verdadeiras facetas ao criar um gabinete sem representatividade, somente com homens, lançando políticas neoliberais que ferem milhões de trabalhadores e pessoas de baixa renda. O governo interino não tem mandato para implementar estas políticas", critica o texto. A carta é assinada por mais de 15 parlamentares trabalhistas britânicos, como Richard Burgon, Ruth Cadbury, Lord Martin John O'Neill e Andrew Gwynne.

(Com informações da Ansa)

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