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Imprensa internacional repercute impeachment de Dilma Rousseff

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DILMA ROUSSEFF
Ueslei Marcelino / Reuters
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A imprensa internacional repercutiu, nesta quarta-feira (31), o afastamento definitivo de Dilma Rousseff da presidência da República.

O New York Times, em texto assinado pelo correspondente Simon Romero, classificou o impeachment - escolha de 61 dos 81 senadores - como o "toque final de uma luta pelo poder que consumiu a nação durante meses e derrubou um dos partidos políticos mais importantes do hemisfério".

Também americano, o Washington Post enfatizou o fato de que Dilma defendeu sua inocência, e disse que o impeachment põe fim a um processo "demorado, e que dividiu o país".

O britânico Guardian, que também destacou a saída de Dilma, que nunca perdeu uma eleição, da presidência, enfatiza ainda que ela será substituída pelo presidente interino - que toma posse ainda nesta quarta - Michel Temer "um patrício de centro-direito, que estava entre os líderes da conspiração contra sua ex-companheira de chapa".

O jornal enfatiza ainda que Temer, "amplamente criticado por nomear um quadro de ministros brancos e homens", se comprometeu a não concorrer às eleições presidenciais de 2018.

O espanhol El País classifica a já esperada mudança de governo como "a mais traumática e esquizofrênica" das últimas décadas e diz que a resistência de Dilma, que passou 14 horas respondendo às perguntas do senadores na segunda-feira (29), era "mais simbólica do que prática".

O francês Le Monde disse que o processo que tirou Dilma do poder foi "altamente controverso". Para o jornal, o desafio de Temer em sua ida à China, marcada para o dia de hoje, é "tentar restaurar a imagem manchada a primeira economia latino-americana".

Um dos principais jornais da Argentina chamou a condenação de Dilma de "fim de uma era". Em um paralelo com o ex-presidente Fernando Collor de Mello, a correspondente Eleonora Gosman diz que as razões para a saída de Dilma do poder são "radicalmente diferentes'.

"Ainda que desde ontem houvesse a certeza de que a mandatária seria deposta, o episódio não deixa de ter um terrível impacto. Primeiro, porque o novo governante, o ex-vice-presidente Michel Temer, assume em circunstâncias de fragilidade tanto por sua má imagem popular como pelo contexto econômico".

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