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Sob influência de Renan, senadores do PMDB votam contra perda de direitos de Dilma

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RENAN CALHEIROS
O presidente do Senado se posicionou a favor do impeachment de Dilma pela primeira vez | ANDRESSA ANHOLETE via Getty Images
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O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB), votou pela primeira vez nesta quarta-feira (31) no processo de julgamento de Dilma Rousseff, afastada definitivamente do Presidência da República.

Após se abster nas duas primeiras votações na Casa, a última delas que admitiu a abertura do processo, o pemedebista se posicionou: foi favorável ao impeachment da petista.

Renan foi o grande influenciador dos pemedebistas que, apesar terem votado a favor do impeachment de Dilma, foram contrários a perda de seus direitos políticos.

O presidente do Senado afirmou em plenário que "não é da Constituição inabilitar a presidente da República como consequência de seu afastamento" antes de declarar que votaria contra a perda dos direitos políticos de Dilma Rousseff.

Ao todo, 16 senadores votaram sim pelo impeachment, e não pela perda de direitos políticos de Dilma. Metade desses são do PMDB. São eles: Acir Gurgacz (PDT-RO), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), Cidinho Santos (PR-MT), Cristovam Buarque (PPS-DF), Edison Lobão (PMDB-MA), Eduardo Braga (PMDB-AM), Hélio José (PMDB-DF), Jader Barbalho (PMDB-PA), João Alberto Souza (PMDB-MA), Raimundo Lira (PMDB-PB), Renan Calheiros (PMDB-AL), Roberto Rocha (PSB-MA), Rose de Freitas (PMDB-ES), Telmário Mota (PDT-RR), Vicentinho Alves (PR-TO) e Wellington Fagundes (PR-MT).

Outros três se abstiveram: Eunício Oliveira (PMDB-CE), Maria do Carmo (DEM-SE) e Valdir Raupp (PMDB-RO).

'A democracia nos corrigirá'

Com o voto de Renan, o placar antes apertado, chegou a 61 votos favoráveis ante 20 contrários - eram necessários 54 para que a presidente perdesse o poder. A posição de Renan deu ainda mais força aos senadores do PMDB favoráveis ao impeachment.

"Podemos estar cometendo um erro seja qual for o veredicto que adotemos? Sim, mas essa é a grande insofismável verdade. Eis aqui a grandeza da democracia. (...) Se errarmos, a democracia nos corrigirá, e o povo nos corrigirá", declarou Renan no plenário antes da votação.

O presidente do Senado também pediu desculpas aos brasileiros por "qualquer atitude mais contundente ou emocional". Durante a fase final do julgamento, ela afirmou: "Eu fico muito triste porque essa sessão é uma demonstração de que a burrice é infinita", disse antes de bater boca com senadores.

Já na segunda votação, que definiu sobre a inelegibilidade de Dilma, Renan foi favorável a Dilma manter seus direitos políticos. Ou seja, apesar de cassada do mandato, ela ainda pode se candidatar a cargos públicos.

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