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'Eu direi que o Brasil está pacificado juridicamente', diz Temer sobre possível acusação de 'golpe' em sua viagem para China

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TEMER CHINA
Dorivan Marinho/CON via Getty Images
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No mesmo dia em que acontece o julgamento final do impeachment de Dilma Rousseff, o presidente interino, Michel Temer, viaja para a reunião do G20 na China e já tem discurso pronto caso seja questionado sobre as turbulências políticas do País.

Em entrevista ao blog de Míriam Leitão, do jornal O Globo, Temer diz que, se for questionado se houve um golpe no Brasil, ele dirá que o País "está pacificado juridicamente". "Que o País passou por um período difícil de disputas políticas, mas a Constituição foi comprida", disse o presidente interino.

"E que, no afastamento da presidente, assumiu o vice-presidente porque, afinal é este o seu papel. Não há uma crise institucional, e todo o processo, todo o rito, foi ditado pelo Supremo. Lembrarei que, no início do processo, Dilma foi a Nova York, eu assumi, ela voltou e reassumiu. Tudo como manda a Constituição. Isso direi, se alguém me perguntar."

O presidente interino acrescentou que só dirá isso se for perguntado, "porque não está indo [para a China] para se se explicar, mas para representar o Brasil."

Temer também afirmou ao jornal que, se o impeachment se confirmar, sua posse seguirá o rito simples antes de partir para a reunião do G20: fará o juramento de presidente, assinará a posse e, depois, fará uma reunião ministerial.

O Senado Federal votará ao longo desta quarta-feira (31). Para que a presidenta seja condenada são necessários pelo menos 54 votos, que equivalem à maioria qualificada, ou dois terços dos 81 senadores.

Depois que todos tiverem votado, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, que conduz os trabalhos, abrirá o painel e o resultado será divulgado. Ele dirá a sentença na mesma hora e todos os senadores serão convidados a assinar. Depois, será publicada a resolução.

LEIA MAIS:

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