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Temer se oficializa no comando do País com missão de derrotar fantasma da crise econômica

Publicado: Atualizado:
MEIRELLES E TEMER
Lula Marques/ Agência PT
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Embora a caminho da China, para participar do G-20, o primeiro dia efetivo de governo do presidente Michel Temer será de intensa articulação para fazer a proposta de orçamento, entregue na quarta-feira (31) ao Congresso, sair do papel.

Medidas bruscas e impopulares serão a base para a estratégia do Planalto de sustentação do governo. O principal desafio dele é espantar o fantasma da crise econômica. Para isso, ele terá que convencer o povo brasileiro a encarar reformas impopulares, como a trabalhista e a previdenciária.

Em seu primeiro pronunciamento em rádio e TV, Temer justificou a necessidade de mudança na Previdência:

"Para garantir o pagamento das aposentadoria, teremos que reformar a Previdência Social. Sem reforma, em poucos anos, o governo não terá como pagar aos aposentados. O nosso objetivo é garantir um sistema de aposentadorias pagas em dia, sem calotes, sem truques. Um sistema que proteja os idosos, sem punir os mais jovens."

O presidente não detalha, porém, como mudar a Previdência protegerá os mais velhos "sem punir os mais jovens".

O governo também se esquiva do desgaste imediato da possível criação ou elevação de impostos. Por outro lado, Temer aposta na retomada do crescimento o País para legitimar sua gestão.

A proposta orçamentária entregue ao Congresso, com previsão de alta de 1,6% no Produto Interno Bruto, mira em concessões para aumentar a arrecadação. Uma das áreas que será atingida é de mobilidade urbana. A venda de ativos também está sob foco do peemedebista.

Entre as empresas que serão vendidas estão a Caixa Seguridade, a Loteria Instantânea e a BR Distribuidora. Também está prevista a venda das ações da União no IRB-Brasil, antiga estatal do setor de resseguros.

"É um orçamento realista, conservador. Ele leva em conta as melhoras que estão ocorrendo na economia brasileira”, afirmou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Só o crescimento da economia pode ajudar na retomada da criação de empregos — hoje já são 12 milhões de desempregados no País.

Caso o otimismo do governo com o crescimento da economia não se concretizar, o ministro da Fazenda garantiu que o superávit será mantido. Para isso, o governo vai cortar gastos que não são obrigatórios.

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