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De novo: Ato contra governo Temer em SP termina com ação truculenta da Polícia Militar

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PROTESTS SAO PAULO
Montagem/Getty Images
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Bombas e gás de pimenta lançados pela Polícia Militar dispersaram novamente ontem (1º) manifestação na capital paulista que pedia a saída do presidente da República, Michel Temer, e protestava contra a perda de direitos sociais.

Desde o início da semana, em São Paulo, ao menos três manifestações contra o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff e a posse de Michel Temer como presidente terminaram com ação da polícia. A passeata partiu por volta das 18h40 do Museu de Arte de São Paulo (Masp) cercada por forte policiamento.

Diferentemente do previsto, a manifestação se dirigiu a praça do Ciclista, em vez do Largo da Batata. Logo em seguida, os manifestantes decidiram ir até o diretório estadual do PMDB em São Paulo, na região do Ibirapuera. No entanto, a polícia impediu que a passeata seguisse para lá, e autorizou somente que a manifestação se dirigisse a praça da República, no centro.

Por vezes, os ativistas gritaram “Deborah presente”, nome da estudante da Universidade Federal do ABC, Deborah Fabri, que perdeu a visão do olho esquerdo no protesto de ontem, após ser atingida por estilhaços ou por uma bala de borracha.

No trajeto para o centro da cidade, os ativistas também entoaram o bordão dos anos 1980, “Diretas Já”, e palavras de ordem como “nenhum direito a menos”, e “fora, Temer”. No final do percurso, os manifestantes desviaram da praça da República, e se dirigiram para a região do vale do Anhangabaú.

Na esquina da avenida Nove de Julho com a rua João Adolfo, rojões foram disparados e, logo em seguida, a polícia começou a repressão da manifestação com bombas e gás de pimenta. Houve dispersão dos manifestantes. Na esquina da rua Álvaro de Carvalho com a rua Martins Fontes, dois manifestantes mascarados quebraram as vidraças de uma concessionária de motos.

Segundo o Grupo de Apoio ao Protesto Popular (Gapp), uma mulher asmática teve de ser atendida após passar mal em razão do gás lançado pela polícia na região da avenida Nove de Julho.

Moradores da região registraram a violência da PM com manifestantes.

Nesta sexta-feira (2), está marcado mais um protesto no Largo da Batata, em Pinheiros, a partir das 19h. O ato é puxado pelo movimento negro "A casa grande surta quando a senzala vai pra rua".

Secretaria de Segurança Pública

Em nota divulgada na noite da última quarta-feira (31), a Secretaria de Segurança Pública diz que a repressão começou depois que um grupo de manifestantes incendiou montes de lixo e lançou pedras contra os policiais. Segundo o comunicado, um policial militar foi ferido e levado para receber atendimento médico.

Na quinta, a secretaria informou que não vai permitir manifestações na Avenida Paulista no próximo domingo (4). Segundo nota divulgada, “toda a extensão da avenida estará reservada para o evento de passagem da tocha paralímpica, que integra a cerimônia oficial dos Jogos Paralímpicos Rio 2016”.

Uma manifestação está sendo convocada pelas redes sociais para o domingo, pela Frente Brasil Popular e Povo sem Medo. Nos últimos três dias, manifestações contra o presidente Michel Temer foram reprimidas pela Polícia Militar com uso de bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta.

A SSP-SP diz ainda que, de acordo com a Constituição, é obrigatória a comunicação de hora, local e trajeto dos atos públicos. Apesar da convocação pela página do Facebook, a secretaria disse que, até o momento, não recebeu qualquer comunicado oficial de movimentos organizados sobre as manifestações públicas nos próximos dias.

A secretaria também disse que entrou em contato com a Universidade do ABC, onde estuda Deborah Fabri, “para que sejam oferecidos os meios necessários para a localização dela e para que a Polícia Civil possa registrar o fato em que ela alega ter se envolvido e dar início às devidas investigações”. Segundo a secretaria, ela não registrou boletim de ocorrência.

Veja fotos que mostram como foram os protestos de ontem (1), em São Paulo:

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