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Impeachment, Temer e Lava Jato dão tom ao segundo debate para a prefeitura de São Paulo

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O impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) marcou a história do País nesta semana. A votação no senado foi o assunto mais comentado no segundo debate eleitoral para a prefeitura de São Paulo. A crise política e o novo governo Temer deram o tom para os confrontos entre os candidatos, que se reuniram na noite de sexta-feira (2), na Rede TV.

Este foi o primeiro debate em que a candidata do PSOL, Luiz Erundina, pode participar oficialmente. Na Band, a candidata teve a participação vetada pelos adversários políticos. Na primeira oportunidade de expor sua candidatura com mais tempo ao público - já que na propaganda política tem apenas 10 segundos - Erundina fez questão de começar pelo assunto do Impeachment da ex-presidente Dilma.

Em um embate com o candidato do PT e atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, Erundina questionou a postura do petista sobre a palavra "golpe". Em entrevistas passadas, Haddad afirmou que a "palavra era um pouco dura" para resumir o afastamento de Dilma Rousseff.

A candidata do PSOL afirmou que Haddad foi omisso com o seu partido por não se posicionar sobre o momento político do País. "Para mim golpe é golpe, seja militar ou não. O prefeito não pode temer as palavras. Você ficou exitante, ficou mal como petista. Um prefeito não pode ficar omisso", criticou Erundina.

Haddad rebateu Erundina e disse que a candidata desune a esquerda e considera que ambos não são adversários. Visivelmente acuado, o petista criticou o histórico da adversária.

Após o confronto com Haddad, Erundina questionou Marta, que permaneceu no PT por mais de 30 anos, sobre a mudança para o PMDB e o apoio ao governo Temer. "Você não passou no teste como feminista. Fez de tudo para eu, mulher também, não participar do debate. Isso não é solidário como mulher e compromete a luta", disse.

Em resposta, Marta disse que "quem dá o atestado de feminista não é você [Erundina], e sim o povo". Marta Suplicy foi o principal alvo dos adversários. Ela aparece em segundo lugar nas pesquisas, com cerca de 17%. Com o afastamento de Dilma e o começo oficial do governo Temer, ela precisou explicar para o público as medidas de corte prometidas pelo presidente que afetariam a prefeitura de São Paulo.

A candidata do PMDB disse que quando foi prefeita, entre 2000 e 2004, São Paulo tinha um orçamento menor que o atual e, mesmo assim, conseguiu fazer obras importantes para a cidade.

Lava Jato

O prefeito Fernando Haddad também foi questionado pela Operação Lava Jato, que tem como um dos principais alvos o PT. Um dos jornalistas que fez perguntas diretas aos candidatos questionou o petista sobre possíveis usos de recursos do 'petrolão' para quitar a campanha de 2012, quando Haddad foi eleito. "Essa tese foi aventada pela imprensa e totalmente afastada pelo Ministério Público", defendeu o prefeito.

Bate-boca

Em um dos blocos em que os candidatos respondiam questões feitas por jornalistas convidados, João Doria, do PSDB, foi questionado sobre a cris econômica no Brasil, que diminuiu os recursos e investimentos nos municípios. A perguntava questionava o candidato sobre como ele compensaria a queda na arrecadação. "Quem gosta de aumentar imposto é a Marta e o Haddad", disse. "Ïnclusive temos aqui a Martaxa, que adora uma taxinha", disse Doria, alegando que a candidata deixou a prefeitura quebrada quando deixou o cargo.

Marta reclamou formalmente e pediu um direito de resposta.

Propostas

O debate também ficou marcado por algumas propostas que merecem não serem esquecidas pelos eleitores, caso o candidato seja eleito.

João Doria, por exemplo, afirmou que vai ampliar o transporte público para os trabalhadores que saem do trabalho mais tarde.

Já Marta Suplicy criticou a situação da saúde em São Paulo e prometeu mais médicos para os postos de saúde e hospitais da capital.

Nesta semana, o candidato Celso Russomano (PRB), que lidera as pesquisas com mais de 30% das intenções de votos, afirmou à CBN que o Uber é ilegal e que estaria "quebrando as cidades pelo mundo". Ele prometeu proibir o aplicativo em São Paulo.

Durante o debate, no entanto, a postura foi outra. O candidato voltou atrás e disse que apenas regularizaria a empresa - que, na verdade, já é regularizada pela prefeitura.

Russomano prometeu entrar na Justiça contra o Uber.

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