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MP eleitoral pede investigação contra Paes e Pedro Paulo por irregularidades na campanha

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PAES PEDRO PAULO
Montagem / Agência Brasil / Facebook
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A promotoria eleitoral ajuizou ação de investigação contra o candidato à prefeitura do Rio Pedro Paulo (PMDB) e o prefeito da cidade, Eduardo Paes, para apurar abuso de poderes econômico e de autoridade.

De acordo com a ação, Paes usou a máquina pública para cooptar servidores do município para atrair fundos e doações pessoais para o candidato.

Na arrecadação de Pedro Paulo, cerca de R$ 1,4 milhão veio dos diretórios estadual e municipal do partido, através de repasses de pessoas físicas que repassaram os valores à legenda.

De acordo com o jornal O Globo, Luiz Carlos da Silva, Rodrigo Venancio e Elso Venancio, sócios da Mktplus Comunicação, empresa que mantém R$ 64,8 milhões em contratos ativos com a prefeitura, doaram R$ 30 mil cada um.

As doações empresariais a campanhas eleitorais foram proibidas na reforma eleitoral sancionada no ano passado.

Nas doações privadas, o dono do plano de saúde Assim, que atende a servidores da prefeitura do Rio, Aziz Chidid Neto desembolsou R$113 mil. Já o empresário Roberto Kreimer, da Kreimer Engenharia, que está construindo o Aquário Marinho do Rio, contribuiu com R$ 100 mil.

Durante evento da campanha em Guaratiba no último dia 24, Pedro Paulo negou irregularidades. "Não vejo conflito de interesses. Minhas doações são legais. Há conflito de interesses quando se faz doações de caixa dois, aquilo que a legislação não prevê", afirmou.

Inaugurações

No entendimento do ministério público eleitoral, Paes usou ainda da sua influência sobre a máquina administrativa para favorecer Pedro Paulo, associando “de maneira irreversível” a imagem do candidato às grandes obras públicas.

São citados como exemplos a presença do candidato na inauguração de obras para contenção dos alagamentos em torno do Maracanã, do primeiro trecho do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e a consequente nova área de lazer na Avenida Rio Branco e no Passeio Público, bem como na inauguração do Túnel Prefeito Marcello Alencar na Zona Portuária.

Em caso de condenação, Pedro Paulo e Cidinha Campos (PDT), vice na chapa, podem ser declarados inelegíveis e ter seus registros de candidatura cassados.

O candidato do PDMB foi acusado de agredir a ex-esposa, a turismóloga Alexandra Mendes Marcondes entre 2008 e 2010. O caso foi arquivado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, no mês passado.

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