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Temer diz que protestos contra impeachment são de 'grupos pequenos e depredadores'

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Com a última sexta-feira (2), gritos e cartazes de "Fora Temer" protagonizaram uma sequência de 5 cinco dias de manifestações populares contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em São Paulo e em outras capitais.

Para o presidente recém-empossado Michel Temer, vice de Dilma e defensor do impeachment, essas manifestações "não foram democráticas".

“São mais do que naturais em face do instante politicamente mais complicado que foi a decretação do impedimento. É natural que alguns grupos se reúnam para protestar. Agora, foram grupos pequenos e depredadores. Não foi uma manifestação democrática. Uma manifestação democrática é aquela que eventualmente pode sair às ruas e pregar uma ideia."

A afirmação, feita neste sábado (3) e gravada em vídeo pela Globo News, foi dada a jornalistas em um hotel na cidade de Hangzhou, na China.

Ele está lá para participar da cúpula do G20, grupo que reúne as principais economias do mundo.

Reportagem da Folha de S. Paulo diz que Temer falou que os protestos reuniam "40, 50, 100 pessoas":

"São pequenos grupos, parece que são grupos mínimos, né? (...) Não tenho numericamente, mas são 40, 50, 100 pessoas, nada mais do que isso. Agora, no conjunto de 204 milhões de brasileiros, acho que isso é inexpressivo. O que preocupa, isto sim, é que confunde o direito à manifestação com o direito à depredação. "

A reportagem afirma também que o ministro das Relações Exteriores, José Serra, classificou os protestos de "mini mini mini mini mini mini" e disse serem atos de pequenos grupos organizados.

Na última sexta-feira (2), o ato mais recente, que também protestava pelos direitos dos negros, começou no Largo da Batata, zona oeste da capital paulista. Depois, a manifestação se dispersou e chegou até a Marginal Pinheiros.

Com faixas e cartazes, o grupo gritava "nem recatada e nem do lar, a mulherada está na rua pra lutar", "fora Temer" e "não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Polícia Militar".

Um novo protesto está marcado para o próximo domingo (4), na avenida Paulista, mesmo dia e local da passagem da tocha paralímpica. Temer autorizou o uso das Forças Armadas com o objetivo de garantir a "lei e ordem".

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