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Léo Pinheiro volta para cadeia após Sérgio Moro aceitar pedido de prisão do Ministério Público

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LEO PINHEIRO
Léo Pinheiro cumpre prisão domiciliar desde abril de 2015 | Divulgação
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Empreiteiro e ex-presidente da OAS, construtora na mira da Operação Lava Jato, Léo Pinheiro vai voltar para o xilindró.

O juiz federal Sérgio Moro decretou a prisão preventiva do executivo nesta segunda-feira (5), baseando-se no risco de ele obstruir as investigações da Polícia Federal.

Moro acolheu o pedido de prisão do MPF (Ministério Público Federal). De acordo com o site da Veja, os procuradores caracterizam Pinheiro como "um criminoso habitual".

"Apurou-se, com boa prova de materialidade, que Léo Pinheiro reiteradamente pratica graves crimes de corrupção e lavagem de ativos em largo espectro", sustenta o MPF.

Ele estaria obstruindo a Justiça na medida em que pagou R$ 5 milhões em propina ao ex-senador Gim Argello (PTB-DF) para preservar empresários na CPI da Petrobras.

Argello foi preso em abril. Policiais federais descobriram depósitos frequentes de R$ 350 mil em propina para ele, por meio de uma conta corrente de uma igreja em Brasília.

No despacho, Moro argumenta que os investigadores constaram que e-mails de Léo Pinheiro foram destruídos na tentativa de ocultar os delitos.

O tríplex no Guarujá (SP), cuja posse é atribuída ao ex-presidente Lula e à família dele, também consta na decisão de Moro. A OAS é suspeita de ter construído o imóvel.

Segundo Pinheiro, o valor do apartamento seria "devido" ao ex-presidente por créditos que o PT tinha com a OAS por propinas garantidas em contratos entre a empreiteira e a Petrobras.

"O grau de participação, controle e ingerência de Léo Pinheiro nesses delitos é muito maior do que se imaginava à época", ressalta o MPF.

O empreiteiro estava em prisão domiciliar desde abril do ano passado, quando foi detido na 7ª fase da Lava Jato.

Delação polêmica

Em agosto, a Procuradoria Geral da República suspendeu a delação premiada de Léo Pinheiro por causa do vazamento de um dos conteúdos.

Ele delatou o ministro do STF Dias Toffoli, segundo a Veja.

Pinheiro e Toffoli teriam conversado sobre infiltrações na casa do ministro que causavam "dor de cabeça" a ele. O então presidente da construtora chegou a enviar engenheiros da OAS ao local para uma vistoria. Constatado o problema, Pinheiro recomendou uma empresa especializada. O custo do serviço, no entanto, foi bancado totalmente por Toffoli.

O vazamento dessa informação incomodou os procuradores, inclusive o procurador-geral, Rodrigo Janot.

LEIA MAIS:

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