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Ministro da Fazenda reconhece que protesto contra Temer tem 'número substancial', mas compara a atos contra Dilma

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FORA TEMER
Protesto contra Temer teve 100 mil em São Paulo, segundo MTST | REUTERS/Fernando Donasci
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No sábado (3), o presidente Michel Temer minimizou os protestos contra ele nas capitais brasileiras. "São 40, 50, 100 pessoas, nada mais do que isso", disse. Classificou os atos de "inexpressivos".

Neste domingo (4), milhares de pessoas foram às ruas em São Paulo. A estimativa do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) é de 100 mil manifestantes. A Polícia Militar não divulgou um balanço com o número dos participantes do ato.

Com uma adesão expressiva, o protesto acabou chamando a atenção do novo governo do PMDB. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reconheceu a força dessa manifestação, mas imediatamente comparou com os atos contra a ex-presidente Dilma Rousseff no primeiro semestre deste ano — sem citar o nome da petista.

"Uma manifestação razoável; 100 mil pessoas é um número substancial de pessoas. Mas também já tivemos manifestações muito maiores. Já tivemos manifestação de 1 milhão de pessoas no Brasil", avaliou Meirelles, segundo a Folha de S.Paulo. "É uma manifestação coerente com um grupo de pessoas minoritário da população, mas um número bastante substancial."

No dia 13 de março, 3,5 milhões participaram das manifestações contra Dilma e o PT em mais de 200 cidades brasileiras. Só na capital paulista, foram 1,4 milhão.

O ato "Fora, Temer" em São Paulo neste fim de semana foi convocado pela Frente Brasil Popular e organizado por movimentos sociais como o MST e pela CUT. A concentração foi na Avenida Paulista e a dispersão, no Largo da Batata, em Pinheiros. A manifestação foi pacífica, mas a PM lançou bombas de gás lacrimogêneo no final.

Uma das principais reivindicações dos manifestantes é a convocação de novas eleições. A bandeira, encampada pelo PT, é pela atualização da campanha "Diretas Já", lançada em 1983 contra o regime militar e a favor de eleições diretas à Presidência da República.

Em carta aos senadores, antes de sofrer o impeachment, Dilma defendeu plebiscito sobre um novo pleito. "Quem está querendo eleição direta é o povo na rua, não somos só nós."

Os atos contra o governo Temer têm sido marcados pela violência da repressão policial e por quebra-quebra de manifestantes black blocs.

Na última quarta-feira (31), a universitária Deborah Fabri perdeu a visão de um olho após ser atingida por estilhaços de bomba, conforme relatado por ela.

A Polícia Civil de São Paulo está investigando como a estudante se feriu para, desse modo, apontar os responsáveis.

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