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Presidente da Câmara, Maia diz que plenário decidirá sobre amenizar pena de Cunha

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CUNHA
Votação sobre mandato de Cunha será segunda (12) | ASSOCIATED PRESS
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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira (6) que o plenário terá a palavra final sobre o processo de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A votação foi marcada para as 19h de 12 de setembro, próxima segunda-feira.

Aliados do peemedebista defendem a votação de um projeto de resolução e não do relatório do deputado Marcos Rogério (DEM-RO), que pede o fim dos direitos políticos do peemedebista. O texto foi aprovado pelo Conselho de Ética em junho.

Na apreciação de projetos de resolução, cabem emendas. Uma das propostas em articulação é apresentar um destaque para que Cunha tenha o mandato suspenso por 90 dias, em vez de perder os direitos políticos definitivamente.

Maia afirmou que irá rejeitar as propostas de mudança no formato da votação, mas que o entendimento final será do plenário.

"Analisando o regimento da Câmara, a tradição, o natural é que a Câmara mantenha o mesmo rito das votações anteriores. (...) [mas] Não haverá nenhuma decisão isolada minha. Qualquer decisão seguirá o regimento da Casa e será sempre respaldada pela maioria do plenário", afirmou Maia.

Caso o presidente da Casa rejeite a proposta de aliados de Cunha, cabe recurso ao plenário.

Na semana passada, Maia afirmou que a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski ao permitir o fatiamento da punição a Dilma Rousseff no impeachment, abriu um precedente para que se vote uma proposição e não o relatório em si.

Maia disse que só votará com 420 deputados presentes. Abstenções favorecem o peemedebista. São necessários 257 votos dos 512 deputados para que ele seja cassado. A votação é aberta.

Cunha é réu por corrução e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato, acusado de receber US$ 5 milhões em propina.

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