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Após posse de Michel Temer, renomado antropólogo italiano devolve condecoração dada por governo brasileiro

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Montagem / UPS / Agência Brasil
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O antropólogo, etnógrafo e escritor italiano Massimo Canevacci decidiu abrir mão da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, condecoração cedida pelo presidente do Brasil em homenagem a estrangeiros notáveis.

Em comunicado direcionado ao presidente Michel Temer, Canevacci faz referência à ditadura militar brasileira e justifica a decisão por não concordar com o processo de impeachment de Dilma Rousseff.

"Confesso que depois da votação parlamentar pelo impeachment contra a Presidenta Dilma, sinto a impossibilidade de manter este titulo. É, portanto, com grande tristeza que decido retornar esta honra ao Senhor. Prefiro não manter este tipo de vínculo com um Estado e com um Parlamento que - após o golpe militar de 1964 – continua produzindo valores contrários aos meus princípios republicanos. Infelizmente, o Cruzeiro do Sul esta apagado, no momento. Espero que seja apenas temporariamente."

O antropólogo recebeu o título em 1995, pelas mãos do então presidente Fernando Henrique Cardoso, por sua pesquisa em São Paulo intitulada A Cidade Polifônica, sobre comunicação urbana.

Nascido em Roma em 12 de agosto de 1942, Massimo Canevacci mora atualmente na capital paulista. É professor de Antropologia cultural na Facoltà di Scienze della Comunicazione dell’Università degli Studi di Roma “La Sapienza” (Itália) e integra o Instituto de Estudos Avançados (IEA)) da Universidade de São Paulo (USP).

Com formação na Escola de Frankfurt, Canevacci ficou conhecido por seus trabalhos e estudos sobre metrópoles, influência das mídias digitais e sincretismo.

A Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul já foi concedida a personalidades como a rainha Elizabeth, o revolucionário argentino Ernesto Che Guevara, o político peruano Alberto Fugimoro e o cosmonauta soviético Yuri Gagarin.

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