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Infiltrado do Exército no Tinder é apontado como delator de manifestantes presos no 'Fora Temer'

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BALTA
Reprodução/Ponte
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Um suposto capitão do Exército teria se infiltrado entre os manifestantes do ato contra o governo do presidente Michel Temer no último dia 4, em São Paulo, para delatá-los à polícia. Um grupo de aproximadamente 18 dos 26 manifestantes que foram presos no ato acreditam que foram denunciados aos policiais por um homem que se passava por manifestante e se apresentava como Balta Nunes, o Balta. A informação é da Ponte Jornalismo.

De acordo com a reportagem, os jovens foram detidos quando se preparavam para ir para o ato na avenida Paulista. À Ponte, um dos manifestantes disse que “Balta” integrava um grupo de WhatsApp, no qual os integrantes não se conheciam pessoalmente, mas haviam combinado de ir juntos ao ato.

De acordo com o El País, o homem de 37 anos teria convencidos os manifestantes a mudar a rota. Na troca de caminho, um helicóptero da polícia acompanhou o trajeto inteiro e policiais abordaram o grupo no Centro Cultural Vergueiro.

"Enquanto os demais detidos eram presos e conduzidos ao Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) em duas viaturas e num ônibus, Baltazar foi levado sozinho numa outra viatura e nunca chegou à delegacia”, diz trecho da reportagem da Ponte.

Segundo os manifestantes, o “infiltrado” mantinha um perfil no Tinder. Na descrição, ele citava uma frase creditada a Karl Marx. "Uma das conversas de Tinder lida pela reportagem da Ponte mostra que Balta não perdia tempo. Logo após se apresentar, o rapaz já começava a perguntar a respeito das manifestações anti-Temer”, diz trecho da reportagem da Ponte.

Segundo o El País, Balta é, na verdade, Wilian Pina Botelho, capitão do Exército, que está na ativa desde 1998. Tanto a Polícia Militar quanto a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo não responderam a reportagem da Ponte. A SSP/SP e o Exercito não responderam o El País.

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