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Michel Temer promete lutar contra aumento para ministros do STF e descarta uso de retrato e faixa presidenciais

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MICHEL TEMER
Em entrevista, Temer detalha as brigas de seu mandato | REUTERS/Ueslei Marcelino
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O presidente da República, Michel Temer (PMDB), concedeu a primeira entrevista oficialmente no cargo ao jornal O Globo, publicada neste domingo (11).

Aos jornalistas, ele assegurou que vai comprar a briga de barrar o aumento salarial dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) "em favor do País".

"Isso daí gera uma cascata gravíssima. Porque pega todo o Judiciário, outros setores da administração, todo o Legislativo", explicou.

Temer justificou os reajustes concedidos a diversas categorias do funcionalismo público, durante seu governo interino, com base nos compromissos que já haviam sido firmados pela gestão de Dilma Rousseff.

"Cheguei aqui e verifiquei que havia acordos firmados em escrito pelo governo anterior. Verba volant, scripta manent (em latim, 'palavras faladas voam, a escrita permanece'. O que está escrito tem de ser cumprido. Convenhamos, assumi interinamente. Vocês imaginaram servidores do Judiciário parados, do Ministério Público parados, do Tribunal de Contas, Receita, Polícia Federal, com a Olimpíada às portas?"

O presidente disse não se sentir à vontade com símbolos do cargo, como o uso do retrato presidencial em todas as repartições e da própria faixa presidencial, que ele dispensou usar no desfile do 7 de Setembro.

"Sou meio contra pôr meu retrato nas repartições. Primeiro porque toda vez que vejo um retrato meu na parede parece que eu já morri... É um culto à personalidade."

Temer diz que não vai abrir mão do teto de gastos com saúde e educação e da Reforma da Previdência. Essas duas medidas, ainda que "polêmicas", segundo ele, vão ajudar o País na retomada do crescimento.

"Vocês sabem que na Constituição já está escrito que, na Previdência geral, você só se aposenta pela soma de duas condições: 35 anos de contribuição se homem, e 30 anos, se mulher, e 65 anos (de idade) se homem e 60, se mulher. Bastaria se aplicar a Constituição que estaria resolvida a questão da Previdência geral. Não sei por que, ao longo do tempo, entendeu-se que era uma alternativa, uma coisa ou outra. E não é. Está dito literalmente."

O presidente demonstrou irritação ao rebater a pecha de "golpista" e argumentou que autoridades internacionais estão considerando legítimo seu governo e desejando sucesso a ele no comando do País.

Temer ainda descartou concorrer à reeleição, mas preferiu não formalizar a decisão: "Isso [assinar compromisso] não faço porque todo mundo que assina não cumpre. Quando eu assinar, todo mundo vai dizer: 'olha aí, ele vai ser presidente'".

Leia aqui toda a entrevista de Temer ao jornal O Globo

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