Huffpost Brazil

Cassação vem com avalanche de notícia negativa para Cunha

Publicado: Atualizado:
EDUARDO CUNHA
REUTERS/Adriano Machado
Imprimir

A cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é o início de uma série de notícias negativas que o ex-parlamentar vai receber daqui em diante. Além de ficar inelegível por 10 anos, as denúncias que correm contra ele na Operação Lava Jato, que estão no Supremo Tribunal Federal (STF), devem voltar para a primeira instância, nas mão do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba.

Sem o mandato, Cunha também perde a prerrogativa do foro privilegiado, o que fez com que o processo fosse enviado para a Suprema Corte. Ao voltar para a primeira instância, o processo deve ganhar mais celeridade. Os primeiros nomes de congressistas envolvidos na Lava Jata chegaram ao Supremo em março de 2015 e nenhum deles foi condenado. Na primeira instância, porém, Sérgio Moro é conhecido por agilizar condenações e pedidos de prisão.

Apesar da prognóstico de celeridade, Cunha não demonstra temor. Após a cassação, na madrugada desta terça-feira (13), ao ser questionado se termia ser preso, ele disse: "Eu não acho nada. A instrução dos meus processos já estão na fase de denúncia. A denúncia já foi apresentada”.

A ação que deve chegar primeiro à Curitiba é a que envolve as contas no exterior. Cunha é acusado de sustentar pelo menos cinco contas na Suíça abastecidas com dinheiro de propina.

Além de ser réu no Supremo por esse processo, ele também é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter supostamente recebido dinheiro de propina do ex-consultor Julio Camargo e responde a outros nove procedimentos investigatórios.

A esposa de Cunha, Claudia Cruz, e a filha Danielle também são investigadas na primeira instância. Elas são rés por lavagem de dinheiro e de evasão de divisas. Os investigadores apontam que ela pagou despesas luxuosas em viagens internacionais com dinheiro desviado da Petrobras.

Há, porém, a possibilidade de que algum processo permaneça no Supremo por envolver outras autoridades com a prerrogativa do foro. Cabe ao Supremo definir se o processo pode ser reenviado à primeira instância, após pedido do juiz Sérgio Moro.

Cassação

Cunha foi cassado por 450 votos na noite de segunda-feira (12). Dez deputados votaram para não cassar Cunha e nove se abstiveram. No total, 469 votaram. Além de perder o mandato, Cunha fica inelegível por 10 anos.

Cunha já estava afastado da Casa desde maio deste ano, quando o Supremo Tribunal Federal suspendeu o mandato dele, alegando que o parlamentar fazia uso do cargo para receber benefícios e atrapalhar as investigações contra ele.

LEIA TAMBÉM:

- Cunha detona traições no governo Temer e vai escrever livro do impeachment

- Adeus, querido! Câmara dos Deputados cassa o mandato de Eduardo Cunha com 450 votos

- Guarde esta lista para 2018: Estes são os deputados que votaram para NÃO cassar Eduardo Cunha

Mais no HuffPost Brasil:

Close
Hotéis de luxo frequentados por Cunha e família
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual

Sugira uma correção