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Polícia Civil do Paraná retira nome da 'Operação Feminazi' após críticas das redes sociais

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OPERAO FEMINAZI
Reprodução/Policia Civil Paraná
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Operações policiais no Brasil são conhecidas pela criatividade de seus nomes e que usam muitas vezes metáforas inteligentes em relação a ação policial. Porém, a Polícia Civil do Paraná errou feio ao nomear uma de suas operações como "Operação Feminazi".

Realizada no último sábado (10), a investigação resultou na prisão de 13 pessoas, inclusive a líder da quadrilha, uma mulher de 37 anos que cumpria prisão domiciliar e atuava como líder local da organização criminosa que atuava dentro de prisões, além de comandar o tráfico de drogas no município, de acordo com informações da polícia.

De acordo com os policiais, a nomeação da operação se deu porque a líder era uma mulher.

“O termo é popularmente usado por feministas radicais com ideias extremistas que tem como objetivo estar em uma situação de superioridade em relação aos homens“.

Porém, o termo não é aceito pelo próprio movimento feminista. Pelo contrário, é comumente usado para deslegitimar suas pautas e os usuários das redes sociais questionaram a escolha da nomeação.

O título da operação foi rechaçado e considerado machista e pejorativo ao relacionar o movimento feminista com ideias extremistas, preconceituosas e violentas como as do nazismo.

Após a repercussão, a polícia mudou o nome da operação e publicou uma nota de retratação em que afirma que não teve intenções de desrespeitar o movimento feminista.

"O Departamento da Polícia Civil do Paraná informa que não teve nenhuma intenção de desrespeitar o movimento feminista – tão importante para a sociedade na constante luta pelos direito das mulheres.

A única intenção da Polícia Civil de Paranavaí, quando deflagrou a “Operação Feminazi”, foi prender e tirar das ruas traficantes e suspeitos de cometer uma série de roubos na região -- jamais desrespeitar o movimento feminista. A instituição lamenta caso tenha causado algum tipo de transtorno.

A Direção da Polícia Civil expediu uma recomendação aos delegados para que redobrem a atenção no momento em que dão nome às operações para evitar qualquer tipo de transtorno.

Em respeito às entidades que lutam pelos direitos das mulheres, todos os textos referentes à operação serão modificados suprimindo o nome da ação policial."

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