Huffpost Brazil
Marcella Fernandes Headshot
Luciana Sarmento Headshot

Denunciado na Lava Jato, Lula nega irregularidades e se compara a Juscelino Kubitschek

Publicado: Atualizado:
LULA
Brazil's former president Luiz Inacio Lula da Silva attends an event with workers' unions leaders against the privatization of Brazilian state companies and against Brazil's interim President Michel Temer, in Rio de Janeiro, Brazil, June 6, 2016. REUTERS/Ricardo Moraes | Reprodução / Facebook
Imprimir

Denunciado nesta quarta-feira (14) pelo Ministério Público Federal na Operação Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou irregularidades na compra do triplex no Guarujá. Ele chegou a se comparar com o ex-presidente Juscelino Kubitschek.

Lula foi identificado como “comandante máximo do esquema de corrupção" pelo Ministério Público Federal (MPF). Os investigadores consideram que o petista instituiu a propinocracia: uma governabilidade corrompida por meio da distribuição de propina.

No Facebook, o ex-presidente publicou uma série de documentos a fim de provar sua inocência. Lula afirma que esteve "apenas uma vez" no apartamento triplex do Edifício Solaris, em Guarujá, no litoral de São Paulo.

O petista sustenta não ser ser proprietário do imóvel e sim de um projeto da Bancoop, cooperativa do Sindicato dos Bancários de São Paulo, adquiridas por sua esposa, Marisa Letícia.

Ao se tornar insolvente, a cooperativa transferiu imóveis inacabados para a construtora OAS, investigada na Lava Jato. De acordo com a defesa de Lula, a família do ex-presidente investiu R$ 179.650,80 na compra da cota e a transferência foi declarada à Receita Federal e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em nota, os advogados de Lula classificaram a denúncia como "baseada em peça jurídica de inconsistência cristalina" e criticaram a atuação do procurador da República Deltan Dallagnol.

De acordo com os defensores, o MPF não apresentou provas e promoveu um "espetáculo de verborragia" em um "discurso farsesco". "O crime do Lula para a Lava Jato é ter sido presidente da República", diz o texto.

"Para sustentar o impossível – a propriedade do apto 164-A, Edifício Solaris, no Guarujá – a Força Tarefa da Lava Jato valeu-se de truque de ilusionismo, promovendo um reprovável espetáculo judicial- midiático. O fato real inquestionável é que Lula e D. Marisa não são proprietários do referido imóvel, que pertence à OAS", continuam os advogados.

Um dos responsáveis pela defesa de Lula, o advogado Cristiano Zanin Martins afirmou que o "imóvel não pertence e jamais pertenceu ao ex-presidente Lula ou a qualquer de seus familiares. Eles nunca usaram esse apartamento. Lula esteve no local uma vez e nunca mais voltou. Marisa e o filho estivera lá e recusaram o apartamento".

De acordo com o defensor, Marisa Letícia pede à Justiça a devolução desses valores e o cenário apresentado pela defesa "com base em provas, manifestações do MPF e decisões judiciais é incompatível com a narrativa da Lava Jato".

O presidente do PT, Rui Falcão, também saiu em defesa do correligionário. Para ele, há uma tentativa em curso de “interditar” o ex-presidente politicamente. Lula é possível candidato à Presidência em 2018.

"Se houver um mínimo de Justiça, esta denúncia não deveria ser acatada. Está mais que comprovado que o presidente Lula não é proprietário de apartamento, nunca se beneficiou ilegalmente de nada usando seu cargo. É mais um episódio de perseguição, pela notícia que vimos até o momento", afirmou após a primeira etapa da reunião do Conselho Político da Presidência do PT, que contou com a presença de Lula.

LEIA TAMBÉM

- Propinocracia: Lula é o 'comandante máximo' da corrupção da Lava Jato, diz MPF

- Lula, Marisa e mais seis são denunciados na Lava Jato, diz Ministério Público Federal

- Ministro do STF diz que defesa de Lula faz 'diversas tentativas de embaraçar as apurações'

Também no HuffPost Brasil:

Close
Manifestações pela democracia e por Dilma e Lula
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual

Sugira uma correção