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Lais Souza volta a sonhar com esporte após conhecer de perto a bocha na Paralimpíada

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Lais Souza conheceu de perto a bocha durante a Paralimpíada. E ficou feliz com a experiência.

A ex-ginasta, que perdeu os movimentos de pernas e braços em 2014 num acidente de esqui, viu uma possibilidade de voltar ao esporte na modalidade conhecida como a mais inclusiva dos Jogos Paralímpicos.

A convite do SporTV, canal em que tem feito comentários durante a Paralimpíada, ela conheceu as regras e experimentou o esporte com a ajuda da campeã paraolímpica Evani Calado e de Márcia Campeão, coordenadora da bocha brasileira.

De Márcia, ouviu a explicação sobre a modalidade, que pertence à classe BC3, destinada a atletas com grande limitação motora.

E com Evani ela colocou em prático o que aprendeu.

Com uma vareta presa a um capacete, Lais até conseguiu empurrar a bolinha para tentar chegar ao alvo, mas isso não foi o bastante para vencer a experiência de sete anos da campeã paralímpica. Evani usou as bolas ideais para afastar as de Lais e venceu a competição.


Ao final da experiência, Lais disse entusiasmada:

“Sabe quando você volta a sonhar? Voltei para dentro do esporte. Para mim, estava distante até um tempo atrás. Conhecendo a bocha e vendo que é possível, agora não vejo por que não tentar? Resgatei algo que estava em mim. Amei. Muito legal. É o que falo para todo mundo: “Vem fazer esporte”. Essa Paralimpíada está me abrindo portas.”

A professora Evani foi só elogios:

“Ela tem um futuro enorme. Já tem o foco de um atleta, o que ajuda muito. No meu primeiro jogo, perdi de 17 a 0 para o Tó. Era para desanimar, mas fiquei encantada com ele. É o jogador que tem a maior dificuldade motora e também tem dificuldade para falar, mas é o cara. O que me incentiva é mostrar que nada é impossível. Eu sonhava ser uma publicitária, mas a bocha me pegou de jeito. Acredite, Lais. Você pode voltar ao esporte.”

Ao SporTV, a ex-ginasta deixou claro que não descarta um retorno ao mundo dos esportes por meio da prática de bocha:

“É muito inclusivo. Eu não mexo um dedo, mas eu posso competir, posso estar em uma Paralimpíada. É muito legal ver o esforço dessa galera. Tive uma lição de ser humana (...) Conhecendo as regras, consegui me adaptar, consegui adaptar a atleta Lais Souza para a bocha. Quero conhecer muito mais e treinar com as campeãs paralímpica.”

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