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Ministério Público de São Paulo vai investigar militar que teria usado Tinder para se infiltrar entre manifestantes

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BALTA
Reprodução/Ponte
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O Ministério Público de São Paulo vai investigar a suposta infiltração do capitão do Exército, William Pina Botelho, em um grupo de manifestantes contra o governo Temer que foi detido no último dia 4 de setembro.

O órgão confirmou ao HuffPost Brasil que vai apurar a denúncia dos manifestantes e se o capitão agia sozinho ou se a polícia sabia da infiltração.

A informação sobre a suposta infiltração do militar foi divulgada pelo El País e pelo Ponte Jornalismo no início de setembro. William, de 37 anos, teria conhecido uma dos manifestantes no aplicativo de relacionamentos Tinder e, depois, se infiltrado no grupo que planejava um encontro antes do ato contra o presidente no dia 4 de setembro.

De acordo com o El País, o homem de 37 anos, que se apresentava como Balta Nunes, teria convencidos os manifestantes a mudar a rota. Na troca de caminho, um helicóptero da polícia acompanhou o trajeto inteiro e policiais abordaram o grupo no Centro Cultural Vergueiro.

O grupo de manifestantes acabou sendo detido e conduzido para o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais). O capitão, porém, foi levado sozinho em outra viatura e não chegou à delegacia.

Os 18 manifestantes foram liberados no dia seguinte (5). Na decisão do juiz Rodrigo Tellini, o magistrado considerou as prisões ilegais.

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