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Michel Temer nega cortes nos direitos dos trabalhadores, na saúde e na educação

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MICHEL TEMER
Antonio Cruz / Agência Brasil
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Em meio a discussões sobre a reforma trabalhista e a PEC to teto de gastos públicos, o presidente Michel Temer negou nesta quarta-feira (14) que seu governo irá reduzir direitos sociais e a verba para as áreas de saúde e educação.

"É muito desagradável imaginar que um governo seja tão, se me permite a expressão um pouco mais forte, tão estupidificado, tão idiota, que chega ao poder para restringir direitos dos trabalhadores, para acabar com saúde, para acabar com educação", afirmou durante cerimônia de ações de gestão para a melhoria da saúde pública no Palácio do Planalto.

O peemedebista criticou a forma como a imprensa noticiou uma das propostas da reforma trabalhista, de acordo com a qual seria permitida uma jornada de até 12 horas por dia. A informação foi dada pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, mas o governo recuou depois.

"A notícia que deveria ingressar no jornal, era essa: governo propõe que o trabalhador trabalhe apenas quatro dias por semana. Mas não foi o que se divulgou e não é o que se alardeia e não é o que se divulga. Portanto, não é o que se deixa de reproduzir a verdade dos fatos e isto cria problemas para nós", contestou.

Quanto à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) enviada ao Congresso que propõe um teto de gasto públicos, Temer negou que haverá cortes na saúde e na educação. "Isso é inadmissível, porque quando nós falamos em teto de gastos, nós estamos falando na totalidade dos gastos, não estamos falando de teto de gastos para a saúde, nem teto de gastos para a educação", afirmou.

De acordo com o texto, a União só poderá gastar no ano seguinte, o valor do ano anterior, somado à inflação no período.

Hoje, a Constituição determina a destinação de um percentual obrigatório da arrecadação de tributos para Saúde e Educação.

Estados e municípios precisam investir 12% e 15%, respectivamente em Saúde. Na educação, o governo federal deve gastar 18% do arrecadado e as outras esferas, 25%.

Em vídeo publicado na manhã desta quarta-feira (14) no Twitter, o presidente disse ainda que o governo não impedirá que o trabalhador saque seu saldo no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em caso de demissão.

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