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Tom da denúncia contra Lula incomodou até integrantes do Planalto

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DELTAN DALLAGNOL
REUTERS/Ueslei Marcelino
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Até mesmo aliados do presidente Michel Temer (PMDB) se incomodaram com o tom da apresentação da denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção e lavagem de dinheiro. De acordo com a Folha de S.Paulo, eles consideram que os procuradores estão “exagerando já tempo”.

Os assessores destacaram que as acusações estão baseadas em delações, que são frágeis e não se sustentam com provas concretas.

Caciques do PMDB, como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também são citados nas mesmas delações que embasam a denúncia contra o ex-presidente. A força tarefa da Lava Jato é categórica em afirmar que os partidos que mais se beneficiaram do esquema foram o do presidente Michel Temer, PMDB, o PP e o PT de Lula.

Acusação

Lula foi denunciado por ter recebido R$ 3,7 milhões de propina da OAS. O repasse foi feito por meio de upgrade em imóveis, reforma e decoração de um tríplex, além do armazenamento de bens do ex-presidente pela empreiteira.

Na apresentação da denúncia, o petista foi identificado como “comandante máximo do esquema de corrupção” e "verdadeiro maestro dessa orquestra criminosa", de acordo com o procurador da República Deltan Dallagnol. Ele afirmou ainda que Lula instituiu a propinocracia: uma governabilidade corrompida por meio da distribuição de propina.

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