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Para substituir cubanos, Mais Médicos vai aceitar brasileiros formados em qualquer país

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MDICOS CUBANOS
José Cruz/ Agência Brasil
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Aos poucos o governo brasileiro começa a tirar o médicos cubanos do Programa Mais Médicos na tentativa de substituí-los por brasileiros. Para isso, porém, o Ministério da Saúde vai abrir espaço para brasileiros formados em qualquer país, inclusive no Paraguai e na Bolívia.

Segundo o Conselho Regional de Medicina do Mato Grosso do Sul informou ao G1, os profissionais formados nestes dois países são os que mais enfrentam dificuldade para validar o diploma no Brasil por causa da má qualidade da formação.

Até então só podiam participar do programa profissionais formados em países com proporção de médicos maior que a do no Brasil, de 1,8 médico para cada mil habitantes.

O anúncio do estímulo a inclusão de brasileiros foi feito nesta terça-feira (20) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros. Ele informou ainda que a bolsa dos profissionais será reajustada em 9% a partir do ano que vem, passará de R$ 10.570 para R$ 11.520 a partir de janeiro de 2017.

Barros também afirmou que o convênio que garante a permanência dos médicos cubanos no País foi renovado por mais três anos. A expectativa é que, entre dezembro de 2016 e abril de 2017, sejam abertas cerca de duas mil vagas, já com preferência para os brasileiros, independentemente do país de formação. E, em três anos, substituir cerca de quatro mil cubanos por brasileiros que se interessarem.

“Há, de fato, uma grande aprovação das ações do Mais Médicos, sempre reconhecendo a qualidade do trabalho dos profissionaisos cubanos. A implantação de novos cursos de medicina produzirá profissionais a mais para que a oferta de brasileiros no mercado possa suprir a demanda que colocamos nos editais. Precisamos que haja uma disponibilização de profissionais brasileiros para realmente ocupar as vagas”, disse o ministro, em coletiva de imprensa.

Médicos cubanos

Os médicos cubanos dos primeiros contratos já estão voltando para o País para serem substituídos por outros. É esperada a reposição de cerca de quatro mil até o fim do ano. Aqueles que construíram família no Brasil podem pedir ao governo cubano para para continuar no País por mais três anos.

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