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Em discurso na ONU, Temer diz que impeachment é exemplo de democracia para o mundo

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MICHEL TEMER
JEWEL SAMAD via Getty Images
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Em discurso de abertura na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, o presidente Michel Temer, defendeu a legalidade o impeachment, apesar de não citar o termo, e disse que o processo foi um "exemplo ao mundo".

"O Brasil acaba de atravessar processo longo e complexo, regrado e conduzido pelo Congresso Nacional e pela Suprema Corte brasileira, que culminou em um impedimento. Tudo transcorreu dentro do mais absoluto respeito constitucional. O fato de termos dado esse exemplo ao mundo implica que não há democracia sem Estado de direito – sem normas que se apliquem a todos, inclusive aos mais poderosos."

De acordo com Temer, a mudança de poder foi um "processo de depuração de seu sistema político". Temos um Judiciário independente, um Ministério Público atuante, e órgãos do Executivo e do Legislativo que cumprem seu dever", afirmou.

Empossado definitivamente no comando do Palácio do Planalto em 31 de agosto, o peemedebista foi alvo de protestos em Nova York ao chegar ao hotel onde está hospedado.

O presidente reforçou o discurso da união nacional em prol da retomada do crescimento econômico por meio da austeridade fiscal e da geração de empregos.

"Não prevalecem vontades isoladas, mas a força das instituições, sob o olhar atento de uma sociedade plural e de uma imprensa inteiramente livre (...) A confiança já começa a restabelecer-se, e um horizonte mais próspero já começa a desenhar-se", afirmou.

Crise humanitária

Sobre os conflitos mundiais e as crises migratórias, Temer afirmou que há um "retorno da xenofobia" e destacou o crescimento do que chamou de "nacionalismos exacerbados".

O presidente disse ser "inadiável uma solução política" para a guerra civil na Síria, que gerou mais de cinco mil refugiados. "Exortamos as partes a respeitarem os acordos endossados pelo Conselho de Segurança e a garantir o acesso de ajuda humanitária à população civil”, disse.

Na segunda-feira (19), Temer afirmou que o Brasil recebeu nos últimos anos mais de 95 mil refugiados, sendo 85 mil haitianos. Os imigrantes do Haiti, contudo, não receberam refúgio e sim visto humanitário, que prevê menos direitos. Há 8.863 refugiados em território nacional, de acordo com o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão ligado ao Ministério da Justiça responsável pelo tema.

FARC

Temer exaltou ainda o respeito às "fronteiras internacionalmente reconhecidas", mostrou preocupação com a ausência de uma perspectiva de paz entre Israel e Palestina e afirmou que o Brasil está disposto a contribuir para a paz na Colômbia, após o acordo com as FARC.

“Vislumbramos o fim do derradeiro conflito armado de nosso continente. Cumprimento o Presidente Juan Manuel Santos e todos os colombianos. O Brasil continua disposto a contribuir para a paz na Colômbia”, afirmou.

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