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Delegações da Venezuela e Equador deixam plenário da ONU antes de fala de Temer

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Reprodução/GloboNews
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As delegações do Equador e da Venezuela deixam o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas antes do pronunciamento do presidente Michel Temer.

De acordo com a rede de televisão TeleSur, multiestatal financiada pelos governos da Venezuela, Cuba, Argentina e Uruguai, também deixaram o plenário da ONU representantes de Costa Rica, Bolivia, Cuba e Nicarágua.

Logo após Temer ser empossada em razão do impeachment de Dilma Rousseff, Venezuela, Bolívia, Equador e Cuba anunciaram que iriam convocar seus embaixadores no Brasil. O governo venezuelano também disse que congelaria as relações políticas e diplomáticas com o país.

"O governo da República Bolivariana da Venezuela, em resguardo da legalidade internacional e solidária com o povo do Brasil, decidiu retirar definitivamente seu embaixador da República Federativa do Brasil e congelar as relações políticas e diplomáticas com o governo surgido a partir deste golpe parlamentar”, afirmou o país, em nota, à época.

Já o presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou a decisão em seu perfil no Twitter, após o afastamento da petista. “Destituíram Dilma. Uma apologia ao abuso e à traição. Retiraremos nosso representante da embaixada. Jamais reconheceremos estes."

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores disse que convocaria o embaixador em Caracas e lamentou o posicionamento do Equador, Bolívia e Cuba.

"Os Governos desses países reincidem em expressões equivocadas que ignoram os fundamentos de um Estado democrático de direito, como o que vige de maneira plena no Brasil. O Governo brasileiro conclama as autoridades desses países a manterem a serenidade e a respeitarem os princípios e valores que regem as relações entre as nações latino-americanas", afirmou o Itamaraty, em nota, à época.

Durante discurso na ONU nesta terça-feira (20), Temer defendeu a legalidade o impeachment, apesar de não citar o termo, e disse que o processo foi um "exemplo ao mundo".

"O Brasil acaba de atravessar processo longo e complexo, regrado e conduzido pelo Congresso Nacional e pela Suprema Corte brasileira, que culminou em um impedimento. Tudo transcorreu dentro do mais absoluto respeito constitucional. O fato de termos dado esse exemplo ao mundo implica que não há democracia sem Estado de direito – sem normas que se apliquem a todos, inclusive aos mais poderosos."

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