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Paralimpíadas: 98% dos medalhistas receberam bolsa atleta do governo

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RICARDINHO
RIO DE JANEIRO, BRAZIL - SEPTEMBER 17: Ricardinho and the guide Luis Felipe of Brazil celebrates a score gol during the Football 5-a-side - Brazil and Iran Gold Medal Match at Olympic Tennis Centre on day 10 of the Rio 2016 Paralympic Games at on September 17, 2016 in Rio de Janeiro, Brazil. (Photo by Alexandre Loureiro/Getty Images) | Alexandre Loureiro via Getty Images
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O Brasil realizou a melhor campanha em Paralímpiadas da história, na Rio 2016, apesar de não ter atingindo a meta de chegar entre os cinco primeiros em ouros do quadro de medalhas. Foram 72 medalhas conquistadas por 103 atletas em esportes coletivos e individuais.

Para chegar a essa meta, o país investiu mais de R$ 99 milhões em 5.191 bolsas para atletas com deficiência, do esporte escolar até a alto rendimento, segundo informações do Ministério do Esporte. O governo federal afirma que o programa de incentivo é o maior do gênero no mundo. O programa se mostra fundamental para a performance do país nos Jogos.

Da delegação total de 289 brasileiros na Rio 2016, 262 (ou 90,65%) tiveram patrocínio de bolsas atletas durante o último ciclo paralímpico, entre 2012 e 2016. Dos 103 medalhistas brasileiros, 101 receberam bolsas do governo durante esse período. Apenas dois medalhistas do futebol de cinco, Maurício Tchope, o Dumbo e Felipe Sabino não receberam a bolsa no período. O nadador Ruan de Souza, bronze no Rio, apesar de não receber bolsa em 2016, foi contemplado pelo programa de 2012 a 2014.

Para o judoca veterano Antônio Tenório, prata no Rio e vencedor de outras cinco medalhas paralímpicas, “o Brasil tem que continuar investindo nesses atletas e confiando na grande potência do paradesporto. Se parar de investir, nosso rendimento vai cair". O craque Ricardinho, do futebol de 5 e tricampeão olímpico, disse que “de 2013 para cá, tivemos aumento nos recursos para o esporte paralímpico, e as modalidades evoluíram. Temos que melhorar, pois as outras seleções estão evoluindo e não queremos ficar para trás. Esperamos que o próximo ciclo continue neste crescendo”.

Em comparação, nos Jogos Olímpicos do Rio, 358 (76,9%) dos 465 atletas participantes receberam bolsa atleta. Dos 49 atletas que conquistaram 19 medalhas, 20 homens (40,8% do total), dois do vôlei e 18 do futebol, não receberam apoio do programa bolsa atleta. O futebol masculino é a única modalidade que não é apta a receber o apoio do programa.

Segundo informações do Ministério do Esporte, a bolsa atleta é o único patrocínio de 96% dos atletas olímpicos e paralímpicos. Desde 2005, quando o programa foi criado, foram investidos mais de R$ 600 milhões em 43 mil bolsas. O ministro Leonardo Picciani informou, após os Jogos, a continuidade do projeto de bolsas e que o orçamento para preparação de atletas será ampliado de R$ 505 milhões para R$ 656 milhões, em 2017.

Outros aportes

O governo ainda realizou convênios de R$ 72 milhões com confederações e com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Além disso, com recursos públicos, foi construído o Centro de Treinamento Paralímpico, inaugurado em São Paulo, em agosto, com o valor de R$ 187 milhões, administrados também pelo CPB.

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