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Ex-ministro da Fazenda Guido Mantega é preso em nova fase da Lava Jato

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guido mantega

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi preso na manhã desta quinta-feira (22), em São Paulo, durante a 34ª fase da Operação Lava Jato.

O mandado é de prisão temporária. Mantega, que foi ministro dos ex-presidentes Lula e de Dilma Rousseff, estava acompanhando a mulher, que passou por cirurgia no hospital Albert Einstein, no Morumbi, zona sul, segundo o site G1.

A equipe da PF pretendia prender o economista em sua residência, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, de acordo com a Folha de S. Paulo. Porém, na casa só estava seu filho.

O advogado de Mantega, José Roberto Batochio, disse que policiais foram à casa do ex-ministro para cumprir mandados de busca e apreensão. Ele não soube dizer quais objetos foram apreendidos.

A nova fase da operação Lava Jato, batizada de Operação Arquivo X, investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo obras da Petrobras para exploração de petróleo no pré-sal.

De acordo com nota do Ministério Público Federal no Paraná, em julho de 2012, o Consórcio Integra Ofsshore, formado pelas empresas Mendes Júnior e OSX, firmou contrato com a Petrobras no valor de US$ 922 milhões, para a construção das plataformas P-67 e P-70.

A Polícia Federal disse, em um comunicado, sem citar Mantega nominalmente, que um ex-ministro de Estado é alvo da 34ª fase da Lava Jato, que um ex-ministro da Fazenda teria atuado diretamente junto ao comando de uma das empresas para negociar o repasse de recursos para pagamentos de dívidas de campanha de partido político da situação. Estes valores teriam como destino pessoas já investigadas na operação e que atuavam no marketing e propaganda de campanhas políticas do mesmo partido.

O ex-ministro Guido Mantega será levado ainda hoje para a sede da Polícia Federal em Curitiba. Às 10h os procuradores e delegados da Polícia Federal concedem entrevista coletiva para dar detalhes da operação.

Policiais federais estão nas ruas desde a madrugada desta quinta para cumprir mandados. As ordens judiciais estão sendo cumpridas em cinco estados e no Distrito Federal: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia.

Foram expedidos 33 mandados de busca e apreensão, oito de prisão temporária e oito de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento.

São apuradas as práticas, dentre outros crimes, de corrupção, fraude em licitações, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

O nome “Arquivo X" dado à investigação policial é uma referência a um dos grupos empresarias investigados - no caso, do empresário Eike Batista - e que tem como marca a colocação e repetição do “X” nos nomes das pessoas jurídicas integrantes do seu conglomerado empresarial.

Com informações da Reuters e da Agência Brasil.

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