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PT pede afastamento do ministro da Justiça por suposto vazamento da Lava Jato: 'Muito grave'

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ALEXANDRE DE MORAES
Ueslei Marcelino / Reuters
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O Partido dos Trabalhadores vai pedir que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, seja suspenso do cargo. O argumento da legenda é que ele cometei improbidade administrativa ao se pronunciar sobre a Operação Lava Jato. A integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), em Ribeirão Preto (SP), Moraes deu a entender que tem acesso as investigações.

"Teve a semana passada e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem esta semana, vão se lembrar de mim”, anunciou o ministro no domingo (25).

Para a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), "o ministro não pode continuar ministro".

“Ficou claro que o ministro da Justiça sabia com antecendência de uma operação sigilosa, o que não é permitido e ainda divulgou em um evento de campanha eleitoral do PSDB, no município de Ribeirão Preto, que é o município do ex-ministro Antonio Palocci (preso nesta segunda-feira).

Estamos entrando com duas representações contra o ministro, as duas por violação de sigilo funcional. (…) Isso tudo é muito grave. Vimos uma politização muito grande da operação.”

A senadora afirma que é muita coincidência e que o partido não pode se calar. “Fazer investigação é uma coisa. Todo mundo que é citado deve ser investigado. A lei vale para quem é investigado e quem investiga. A postura do ministro é ilegal".

Prisão esperada

Aliados do governo minimizaram as críticas à operação de hoje. Para o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), a prisão de Palocci já era esperada. “A prisão dele era aguardada há muito tempo. Palocci é um dos principais homens de confiança de Lula [ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva], era quem fazia a interlocução entre o empresariado, o governo e o PT. Sabe muito. Podemos dizer que é um dos caixas-pretas do PT.”

O líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino (AM), disse que a prisão de Palocci mostra que o PT priorizou seus próprios interesses enquanto esteve no poder. “O Ministério da Fazenda e Casa Civil foram abrigos para amigos e empresas relacionadas ao PT”, comparou.

Na avaliação de Pauderney, o PT deixou “um rastro de corrupção” como legado para o país após 13 anos na Presidência da República. “Ao governar para poucos, PT destruiu o país. O saldo é desemprego, recessão e inflação, males que assombram a população”, acusou.

Operação

A prisão do ex-ministro ocorreu na manhã desta segunda-feira (25), durante a 35ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Operação Omertá. A suspeita é de que Palocci teria ligação com o comando da empreiteira Odebrecht, uma das principais do país. A operação investiga se o ex-ministro e outros envolvidos receberam dinheiro para beneficiar a construtora em contratos com o governo.

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